Segundo ONU, 60 milhões fugiram de crises ou catástrofes no mundo em 2015

Rabat, 16 fev (EFE).- Pelo menos 60 milhões de pessoas fugiram em 2015 dos conflitos causados por guerras e desastres naturais, informou nesta terça-feira o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Marrocos.

Entre estas pessoas, as mulheres e os menores de idade são os que com mais frequência se viram obrigados a deixar seus lares, ressaltou o representante da UNFPA, Philippe Poinsot, que apresentou os principais resultados do relatório desta agência sobre "o estado da população mundial 2015".

Poinsot explicou que 2015 foi um ano "trágico", em que os desastres se multiplicaram em comparação com os 25 anos anteriores, e acrescentou que estas crises afetaram desproporcionalmente mulheres, crianças e adolescentes.

"As mulheres e as adolescente em situações de crise estão mais expostas a riscos mais graves como a exploração sexual, a violência, o tráfico humano e o casamento precoce", lamentou o responsável do UNFPA.

Segundo as estatísticas da agência da ONU, as mulheres e os menores têm um risco de morte 14 vezes maior em situações de catástrofes naturais ou de guerras.

A isto se somam a gravidez e o parto como causas que acentuam a vulnerabilidade das mulheres e das meninas em períodos de conflitos ou de desastres naturais. De fato, nestas situações são registradas três a cada cinco casos de mortes maternas.

Segundo estatísticas do UNFPA, a cada dia 507 mulheres morrem por complicações de gravidez ou parto em estados frágeis.

O relatório concluiu que as mulheres e as adolescentes são quem mais sofre com a exclusão, a exploração e a violência de gênero.

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