Coreia do Sul veta intercâmbios com o Norte por testes nuclear e de mísseis

Seul, 17 fev (EFE).- A Coreia do Sul anunciou nesta quarta-feira que proibiu todos os intercâmbios civis com o Norte, incluídos os de ajuda humanitária, em uma nova medida de pressão após o teste nuclear e o lançamento de um foguete espacial do regime de Kim Jong-un.

"Desde agora o governo não autorizará os intercâmbios com a Coreia do Norte por causa de seus testes nuclear e de mísseis", indicou à Agência Efe uma representante do Ministério de Unificação, que confirmou que a restrição também será aplicada à ONG sul-coreanas que fornecem ajuda humanitária ao país vizinho.

Por enquanto, Seul rejeitou 17 solicitações pendentes de organizações e particulares para estabelecer contato com a Coreia do Norte, que incluem pedidos de viagens além das fronteiras e envio de materiais desde a Coreia do Sul.

O Ministério da Unificação argumentou que as ações norte-coreanas criaram uma situação "grave" e por isso não é adequado seguir fomentando a cooperação.

Seul e Pyongyang tinham ampliado seus intercâmbios desde o passado verão após a assinatura de um acordo de reconciliação, e no final de 2015 ocorreram vários encontros de caráter civil e religioso, além de compartilhamento de alimentos e adubos sul-coreanos.

Em todo 2015, os intercâmbios entre as duas Coreias (incluídas as operações no polígono industrial conjunto de Kaesong) totalizaram US$ 2,7 bilhões, e os envios públicos e privados sul-coreanos de ajuda humanitária somaram US$ 22 milhões.

Por outro lado, Seul pediu hoje a seus cidadãos que evitem visitar restaurantes norte-coreanos no exterior por motivos de segurança, uma medida que parece estar destinada a atalhar outra das fontes de divisas de Pyongyang.

Nos últimos anos ficou popular entre os turistas e emigrantes sul-coreanos em Pequim e outras cidades da Ásia visitar os cada vez mais vários restaurantes da Coreia do Norte, supostamente operadores pelo regime de Kim Jong-un.

A Coreia do Norte realizou seu quarto teste nuclear em 6 de janeiro e em 7 de fevereiro lançou um satélite ao espaço, uma ação considerada pela comunidade internacional um teste encoberto de mísseis que violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

O governo da Coreia do Sul já tomou outras medidas de resposta, como o fechamento do complexo de Kaesong e a intensificação de seus exercícios militares com EUA, enquanto o Conselho de Segurança decide quais sanções aplicar à Coreia do Norte.

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