Elefante selvagem semeia pânico na China com três ataques em quatro dias

Pequim, 17 fev (EFE).- As autoridades do sul da China trabalham para controlar um elefante selvagem que semeou caos na região, ao atravessar os limites da reserva na qual mora e perpetrar três ataques contra veículos estacionados de turistas em quatro dias, o último na segunda-feira.

Zhusunya, um dos 150 elefantes da reserva natural de Yexianggu, localizada na província sulina de Yunnan, passou por diversas estradas da zona e "atacou" automóveis estacionados.

O último incidente aconteceu na segunda-feira, e 20 carros acabaram danificados, mas ninguém ficou ferido, publica nesta quarta-feira a agência oficial de notícias "Xinhua" desde a região.

A polícia evacuou os turistas do local e interrompeu o trânsito na zona afetada, e o animal voltou a seu habitat com seus próprios pés já durante a noite.

Zhusunya já tinha provocado danos em outros 20 veículos na sexta-feira e domingo perto da reserva na qual vive, e que não tem limites físicos.

Na opinião dos cuidadores deste espaço, de cerca de 10 mil quilômetros quadrados, o animal poderia estar "zangado" por não ter tido sorte na busca de uma companheira, apesar de outras fontes apontarem que o elefante pode ter reagido assim pelas várias visitas de turistas durante a festividade do Ano Novo lunar.

A reserva de Yexianggu é um dos maiores atrativos da região e registra picos de visitantes em épocas como o Ano Novo chinês.

Apesar de na reserva os turistas passearem porelevadas passarelas de madeira, a alguns metros de altura da superfície por onde caminham os elefantes selvagens, os animais devem atravessar por uma estrada para passar da parte ocidental para oriental da reserva.

Durante este período de férias, por conta do grande número de turistas, o estacionamento da reserva ficou lotado e muitos visitantes estacionaram seus veículos de maneira ilegal na via pela que passam os paquidermes.

A China, país que se transformou nos últimos anos em centro mundial de comércio ilegal de presas de elefantes e cuja elevada demanda está pondo em perigo esta espécie, protege os direitos destes animais no sul de seu território acima, inclusive, dos cidadãos.

Ao não contar com fronteiras físicas, os paquidermes saem da reserva e comem cultivos de campos da zona, o que provocou uma luta com os camponeses e outros locais, que fez duas vítimas no ano, segundo dados oficiais.

O governo tenta acalmar os ânimos com compensações, que em alguns casos chegaram aos 10 milhões de iuanes (US$ 1,6 milhão), mas os locais seguem considerando-as insuficientes e o conflito entre homem e animal persiste.

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