Merkel considera justificável pedido de R.Unido de freio às ajudas sociais

Berlim, 17 fev (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, acredita que o "freio de emergência" exigido pelo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, para cortar benefícios sociais dos cidadãos da União Europeia é "compreensível e justificado".

A chefe do governo alemão se posicionou hoje desta forma em seu habitual discurso no Bundestag (a câmara baixa) antes de uma reunião do Conselho Europeu, em que abordou os dois assuntos-chave na reunião desta semana dos chefes de Estado e governo da UE: a crise dos refugiados e o denominado "Brexit".

"É compreensível que todos os Estados tentem proteger seu sistema social de qualquer tipo de abuso", afirmou, após se referir ao "atrativo equivocado" que um estado de bem-estar pode representar para os imigrantes.

Merkel afirmou que "não há dissensos" entre Alemanha e Reino Unido por causa das reformas que Cameron exigiu da UE para poder pedir o "sim" no referendo que será realizado em seu país para decidir sobre a permanência do Reino Unido na UE.

De fato, ela aplaudiu o fato de Londres ter conseguido pôr na agenda questões sobre as quais a Alemanha levava tempo brigando dentro da UE, como a melhora da competitividade e a transparência, e a redução da burocracia no bloco.

No entanto, Merkel ressaltou que as reformas que forem propostas nunca podem ir contra os princípios da liberdade de movimentos e a não discriminação.

Além disso, indicou que negociará para que as reformas que forem definidas - possivelmente a partir de amanhã - por causa da demanda britânica, "não só beneficiarão o Reino Unido, mas também a Alemanha e a Europa".

A chanceler argumentou que o princípio geral no qual a UE deve avançar rumo a uma integração crescente é mais um direito, "uma possibilidade, mas não a obrigação" para todos seus membros em todas as matérias.

Merkel, que descartou uma mudança rápida dos tratados, considerou que a proposta elaborada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para satisfazer as demandas britânicas é uma "base muito boa para as negociações".

"É do nosso interesse nacional ter um Reino Unido ativo em uma UE forte", afirmou a chanceler, que reconheceu no entanto que, "no final decidirão os eleitores do Reino Unidos".

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