Merkel não aceita UE isolada por trás de cercas e pede cooperação com Turquia

Berlim, 17 fev (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, pediu mais uma vez, nesta quarta-feira, aos países-membros da UE que cooperem com a Turquia para conter a crise dos refugiados reforçando a vigilância das fronteiras marítimas da UE, mas rejeitou a possibilidade de isolar o continente por trás de uma cerca.

"Um continente que só reage se isolando logo atrás das fronteiras marítimas e que diz que o que está fora das cercas não lhe interessa, essa não pode ser a resposta europeia", disse Merkel no plenário do Bundestag antes do Conselho Europeu, que acontece quinta-feira e sexta-feira em Bruxelas.

A situação que a Europa enfrenta, afirmou Merkel pelo segundo dia consecutivo, é cooperar com a Turquia para conter a imigração irregular e ordenar os fluxos ou levantar cercas nas fronteiras da Grécia com Macedônia e Bulgária, com consequências para o espaço Schengen.

Merkel ratificou sua aposta pela primeira das vias para conseguir reduzir "de forma sensível" o número de refugiados que continuam a chegar e insistiu que o debate sobre possíveis novos contingentes desde a Turquia será aberto quando for comprovado que a imigração ilegal no Mediterrâneo freou.

Após ressaltar que a União Europeia (UE) deve aprender a cooperar com seus vizinhos e a proteger suas fronteiras marítimas, tarefa mais difícil do que proteger as terrestres, ressaltou a importância da missão da Otan no Mediterrâneo, que "só terá sucesso" em parceria com a guarda-costeira turca e com a Frontex.

A aposta alemã, lembrou, é combater na origem as causas que levam às pessoas a fugirem, reforçar a proteção das fronteiras exteriores entre Turquia e Grécia, repartir os refugiados, ordenando e dirigindo os fluxos.

Enquanto na Alemanha crescem as críticas à sua gestão da crise pela falta de solidariedade europeia, Merkel ressaltou que "os que necessitam e buscam proteção devem conseguir proteção" e lembrou que mais do 90% dos alemães continuam a achar que é preciso receber quem foge da guerra, do terrorismo e da perseguição.

Os refugiados e as propostas do Reino Unido para facilitar sua permanência na UE serão os eixos do Conselho Europeu que começa amanhã, dois desafios que, ressaltou a chanceler, devem ser enfrentados sem prejudicar o projeto europeu.

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