Senado italiano adia em uma semana debate sobre uniões entre homossexuais

Roma, 17 fev (EFE).- O Senado italiano voltou a adiar nesta quarta-feira o debate sobre o projeto de lei do governo que prevê legalizar as uniões entre pessoas do mesmo sexo e o direito à adoção do filho natural de um dos membros do casal, que foi marcado agora para o dia 24 de fevereiro.

Nesta ocasião, o Partido Democrata (PD, no governo) solicitou uma semana para refletir e retomar a análise política em 24 de fevereiro.

Hoje foi o segundo dia consecutivo no qual os senadores adiaram a discussão sobre este projeto de lei que reconheceria as uniões entre homossexuais em um dos poucos países europeus que carecem de uma legislação a respeito.

"Ontem aconteceu um fato com que complicou ainda mais uma situação já por si complicada, mas não nos rendemos. Como governo devemos seguir com atenção a evolução do curso parlamentar", sustentou hoje o ministro da Justiça, Andrea Orlando.

A tramitação parlamentar deste projeto de lei -uma das prioridades do governo de Matteo Renzi para 2016- complicou porque existem divisões na oposição e também dentro do Executivo.

O ponto que mais controvérsia suscita é o que reconhece o direito de um membro do casal a adotar o filho biológico de seu companheiro.

O ministro do Interior, Angelino Alfano, e a de Saúde, Beatrice Lorenzin, alertaram sobre o risco de que este reconhecimento incentive a gestação de aluguel..

No lado contrário, a ministra para as Reformas Constitucionais, Maria Elena Boschi, sustenta que a Itália deve reconhecer as uniões gays e também o direito de adoção dos filhos naturais.

Já a impulsora do projeto, Monica Cirinná, afirmou que "se a lei se transformar em lixo", deixará "a política".

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