Turquia volta a bombardear posições das milícias curdas na Síria

Istambul, 17 fev (EFE).- As tropas turcas estacionadas na fronteira da Síria voltaram a lançar nesta quarta-feira projéteis contra posições das milícias curdas do YPG (filiadas ao partido PYD) no noroeste da Síria.

Segundo fontes militares citadas pela rede "CNNTÜRK", a intervenção lançada desde a província turca de Kilis aconteceu às 16h45 local (12h45, em Brasília) como resposta aos disparos e morteiros provenientes do lado sírio.

A artilharia turca lançou morteiros contra posições das milícias curdas do YPG próximas ao aeroporto militar de Minnig, situado cerca de 13 quilômetros ao sul da fronteira turca e cerca de 35 quilômetros ao norte de Aleppo.

Este aeroporto foi tomado há vários dias pelas YPG após um ataque aéreo de caças russos.

Oficialmente, Ancara faz estes bombardeios, que começaram no sábado, como "resposta" ou "represália" por disparos provenientes da Síria, mas as autoridades não puderam detalhar em que local ou em que momento se sofreram estes supostos ataques e nem de que tipo de munição se tratava.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, disse reiteradamente que considera as milícias curdas YPG "terroristas" e que a Turquia não vai permitir que fiquem fortes no noroeste da Síria.

Ancara impedirá que as YPG expulsem as milícias islamitas "moderadas" de suas posições na cidade de Azaz, ao norte de Aleppo, prometeu o líder.

Também evitará a todo custo que as milícias curdas avancem contra as posições do Estado Islâmico (Daesh) ao oeste do rio Eufrates, porque ambos os grupos "são igual de terroristas", segundo a postura de Ancara.

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