Cuba vê visita de Obama como oportunidade para que conheça realidade do país

Havana, 18 fev (EFE).- O governo de Cuba considera que a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à ilha será "mais um passo" na melhoria da relação bilateral e uma "oportunidade" para que conheça a realidade cubana, ao mesmo tempo em que reiterou sua disposição a falar de todos os temas, incluindo os direitos humanos.

"Achamos que vai ser uma oportunidade importante para que possa ter uma aproximação direta da realidade cubana e de tudo o que estivemos fazendo nos últimos anos em nosso país (...) as transformações dirigidas à melhoria do bem-estar da população cubana", disse em entrevista coletiva em Havana Josefina Vidal, diretora geral para os EUA do Ministério das Relações Exteriores.

Em sua declaração, transmitida ao vivo pela televisão estatal, Vidal indicou que a visita de Obama, nos dias 21 e 22 de março, será uma oportunidade para que o governo de Cuba lhe ratifique sua intenção de "seguir avançando na construção de uma nova relação", além de "ampliar o diálogo e a cooperação".

Sobre o assunto dos direitos humanos, Vidal reiterou que "Cuba está aberta a conversar com o governo dos EUA sobre qualquer tema incluindo os direitos humanos", no qual existem diferentes pontos de vista entre ambos países.

"Cuba também tem opinião sobre o exercício dos direitos humanos em outros países, incluindo os Estados Unidos. E também tem muitas experiências positivas e bem-sucedidas para compartilhar neste campo", ressaltou Vidal, que liderou pela parte cubana as negociações diplomáticas com os EUA para normalizar as relações.

Segundo Vidal, as conversas bilaterais sobre esse assunto "fazem parte dos esforços para construir uma nova relação com os Estados Unidos sobre a base do respeito a essas diferenças", mas que também podem contribuir para "criar oportunidades e benefícios".

A diretora da chancelaria ressaltou que no processo de normalização ainda restam "assuntos-chave pendentes", como o fim do embargo e a devolução dos territórios ocupados pela base naval de Guantánamo.

O presidente americano confirmou hoje através do Twitter sua viagem a Cuba, a primeira de um presidente desse país à ilha desde 1928, em uma visita com a qual pretende "promover o progresso e os esforços que podem melhorar a vida dos cubanos".

A viagem de Obama acontecerá 15 meses depois que ele e o presidente Raúl Castro anunciaram sua intenção de restabelecer relações após 50 anos de inimizade; um processo que já resultou em marcos como a abertura formal de embaixadas e dois encontros entre os dois presidentes.

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