Países na rota dos Balcãs definem controle conjunto de entrada de refugiados

Zagreb, 18 fev (EFE).- Cinco países da rota dos Bálcãs por onde seguem os refugiados em sua fuga desde o Oriente Médio em direção a Europa Ocidental definiram nesta quinta-feira um rígido sistema de controle para que só os que vierem de países em conflito possam passar além da Grécia, o primeiro país europeu em que pisam.

Os chefes de polícia de Áustria, Eslovênia, Croácia, Sérvia e Macedônia concordaram hoje em Zagreb em estabelecer um rigoroso filtro na fronteira entre a Grécia e a Macedônia para não deixar passar quem não tenha credenciais para ter direito a asilo.

O chefe de polícia da Croácia, Vlado Dominic, informou que Áustria, Eslovênia, Croácia, Sérvia enviarão agentes e equipes à Macedônia para reforçar os controles com a fronteira grega.

Após este primeiro controle, todos os países se comprometeram a voltar a inspecionar em suas respectivas fronteiras quem tenta entrar.

"Cada país garantirá que ninguém que não tenha sido registrado em Gevgelija (fronteira grego-macedônia), possa se somar depois aos refugiados", que costumam ter como destino Áustria e Alemanha, explicou Dominic em entrevista coletiva.

Daminic confirmou também que só deixarão passar aqueles refugiados oriundos de zonas em conflito.

Em relação às cotas, disse que não existe um número fixo, mas dependerão do número que Alemanha e Áustria deixarem entrar.

"As cotas não foram definidas exatamente, já que as elas mudam dia a dia. De acordo com as mudanças de cotas de entrada de Alemanha e Áustria, nós vamos deixar passar o mesmo número na fronteira grego-macedônia", explicou.

A Áustria anunciou ontem que, até novo aviso, a cada dia aceitará 80 pedidos de asilo e permitirá que entem em seu território outras 3.200 pessoas que desejem seguir viagem para outro país europeu.

"Nosso objetivo é que os imigrantes passem da forma menos dolorosa possível desde a fronteira greco-macedônia até a Áustria e que não haja refugiados que tenham que ser devolvidos de um país a outro, como foi o caso nos últimos dias", justificou Daminic.

Os refugiados que não puderem passar à Macedônia ficarão em centros de amparo "na Grécia e na Turquia", explicou.

O conteúdo deste acordo será informado ao Conselho Europeu e aos outros países interessados, como Bulgária e Albânia, por onde Dominic reconheceu que o fluxo migratório dos que não conseguirem entrar na Macedônia pode se desviar.

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