Trump considera "vergonhoso" que o papa questione sua fé cristã

Washington, 18 fev (EFE).- O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou nesta quinta-feira "vergonhoso" que o papa Francisco tenha questionado sua fé cristã por querer construir um muro na fronteira com o México para impedir a imigração ilegal.

"Um líder religioso questionar a fé de uma pessoa é vergonhoso", afirmou Trump em comunicado lido em um comício na Carolina do Sul, estado que neste sábado realizará eleições primárias republicanas.

O pré-candidato conservador, que lidera as pesquisas para a indicação presidencial de seu partido, emitiu a nota depois que o papa lamentou que o magnata imobiliário seja uma pessoa que "pensa em construir muros" e afirmou que "isto não é cristão".

O pontífice respondeu assim aos jornalistas que lhe acompanhavam no avião papal que o levou de México a Roma à pergunta de se um católico pode votar em alguém como Trump, que defende a expulsão de imigrantes e a ampliação da cerca que separa os territórios americano e mexicano.

Em resposta a esse comentário, o multimilionário nova-iorquino, que é presbiteriano, ressaltou que "nenhum líder, especialmente um líder religioso, deveria ter o direito de questionar a fé ou a religião de outro homem".

"Estou orgulhoso de ser um cristão e, como presidente, não permitirei que a cristandade seja regularmente atacada e debilitada, ao contrário do que ocorre agora com nosso presidente atual (o democrata Barack Obama)", acrescentou.

Trump assegurou que o governo do México desinformou o papa, que só escutou "uma parte da história" e não viu "o crime, o tráfico de drogas e o impacto econômico negativo que as políticas atuais têm nos Estados Unidos".

"O governo mexicano e sua liderança fizeram muito comentários desdenhosos sobre mim ao papa, porque querem continuar roubando os Estados Unidos", argumentou.

Trump também comentou que o Vaticano poderia ser atacado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e que, nesse caso, o santo padre agradeceria por ter-lhe como inquilino da Casa Branca porque, com ele como presidente, isso jamais aconteceria.

O magnata vem gerando polêmica com seus comentários sobre imigração desde que, em junho do ano passado, anunciou sua candidatura à indicação do Partido Republicano para as eleições presidenciais de novembro.

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