Turquia acusa milícia curdo-síria YPG por atentado em Ancara

Ancara, 18 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, acusou nesta quinta-feira a milícia curdo-síria das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG, sigla em curdo) de cometer, em coordenação com a guerrilha curda do PKK, o atentado suicida de ontem em Ancara, que deixou 28 mortos, entre eles 27 militares e um civil.

Em discurso na sede do Estado-Maior do exército turco, que foi retransmitido pela televisão, Davutoglu identificou o suspeito de ter cometido o atentado como Saleh Mercan, nascido em 1992 na cidade de Amude, no norte da Síria.

Segundo o primeiro-ministro turco, nove pessoas foram detidas em relação a este atentado, cometido em uma região central da capital turca nesta quarta-feira às 16h30 durante a passagem de um comboio de ônibus militares que levavam soldados para casa.

Um jornal próximo ao governo turco informou hoje que um suposto refugiado sírio, do qual tinham tirado as impressões digitais em sua entrada no país, tinha cometido o atentado suicida.

A Turquia está lutando tanto em seu próprio território como no norte da Síria e no norte do Iraque contra as milícias curdas que considera terroristas.

O atentado de Ancara ontem à noite foi o mais grave na Turquia desde o mês de outubro do ano passado quando 103 pessoas morreram durante um duplo ataque suicida em uma manifestação pacifista.

A Justiça turca acusa os jihadistas do Estado Islâmico por aquele ataque.

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