Comando terrorista desmantelado ontem no Marrocos planejava atacar hoje

Rabat, 19 fev (EFE).- O comando terrorista desmantelado ontem em várias cidades do Marrocos tinha planejado atacar nesta sexta-feira no país, utilizando armas que teriam vindo da Líbia, segundo o principal responsável pela luta antiterrorista, Abdelhak Khiame.

O diretor do Escritório Central de Investigações Judiciais (BCIJ) qualificou esta rede de "comando ou brigada" formada por dez pessoas que tinham um plano terrorista avançado e que tinham declarado lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico.

Durante uma entrevista coletiva na sede da BCIJ em Saleh, cidade vizinha a Rabat, Khiame explicou que as investigações revelaram que este comando planejava atacar instituições públicas e hotéis, assim como assassinar personalidades civis e militares, e acrescentou que as investigações continuam para determinar os alvos concretos desta rede.

"Se trata de um projeto terrorista perigoso cujo objetivo era criar uma situação de psicose na sociedade", apontou Khiame, que insistiu na eficiência das operações policiais preventivas do governo do Marrocos contra o terrorismo.

Esta rede programava formar um acampamento de treinamento na cidade de Sahb Harcha, nos arredores de Tan Tan, no sul do Marrocos, às portas do deserto, "à imagem dos campos na Síria e no Iraque", e a partir de onde planejariam seus ataques, indicou Khiame.

Entre os dez membros deste comando está um cidadão francês que se converteu ao islã e que viajou para o Marrocos há um ano, além de um menor de 16 anos que foi treinado para ser utilizado como kamikaze em um atentado com carro-bomba.

Entre os outros integrantes do comando, com idades até 40 anos, há universitários, artesãos e desempregados das cidades de Essauira, Merknes e Sidi Kacem (centro).

O líder da célula, um marroquino de 30 anos que trabalhava como agente imobiliário, foi detido na operação policial de ontem em uma casa em El Yadida em posse de várias armas e munição.

Khiame ressaltou que as armas foram trazidas da Líbia por uma pessoa já identificada contra a qual há agora uma ordem de busca e captura.

Entre as armas e a munição apresentadas hoje durante a entrevista coletiva , o diretor da BCIJ destacou uma metralhadora de procedência iraquiana e um fuzil com mira telescópica de fabricação espanhola.

O resto de armas são metralhadoras automáticas, pistolas, grande quantidade de munição, 13 bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes elétricos, além de bandeiras com o símbolo do EI e uniformes militares, todos vindos da Líbia.

O diretor da BCIJ expressou preocupação com a instabilidade na Líbia, onde o Estado Islâmico tenta reforçar sua filial, o que, segundo ele, terá repercussões na segurança dos países do norte da África

Khiame ressaltou que o Marrocos manterá alerta máximo para evitar o risco de atentados terroristas.

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