Conselho de Segurança da ONU se reunirá hoje sobre a Síria após pedido russo

Nações Unidas, 19 fev (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU se reunirá nesta sexta-feira de forma urgente a pedido da Rússia para abordar a situação na Síria e, concretamente, as operações militares que a Turquia está realizando no país árabe, disseram à Agência Efe fontes diplomáticas.

No encontro, que será realizado a portas fechadas durante a noite, a delegação russa deve mostrar ao resto dos membros um projeto de resolução para pedir o fim das agressões exteriores contra a Síria, segundo adiantou desde Moscou a porta-voz da Chancelaria, Maria Zakharova.

A minuta "conterá a demanda de cessar qualquer ação que mine a soberania e integridade territorial da Síria (...) e também os esforços para o começo do processo de paz", afirmou Zakharova.

A Rússia alerta sobre o aumento da tensão na fronteira turco-síria e denuncia que "os planos da Turquia de desdobrar suas tropas no norte da Síria agravam ainda mais a situação na região".

"Estamos preocupados pela entrada de guerrilheiros do Estado Islâmico em território sírio e a construção de uma base terrorista", acrescentou a porta-voz russa das Relações Exteriores em comunicado.

A Rússia também advogou hoje pelo pronto reatamento das negociações sírias depois que o mediador da ONU, Staffan de Mistura, considerou pouco realista seu reatamento em 25 de fevereiro.

"Nós desejamos um reatamento das negociações o mais rápido possível. Insistimos que não há solução militar e nem alternativa à regulação política", disse o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, à agência "RIA Nóvosti".

Bogdanov garantiu que a Rússia e EUA mantêm desde ontem intensas consultas sobre um possível cessar-fogo, "cujos resultados são esperados para hoje pela tarde", o que permitiria "discutir as propostas com outros membros da comunidade internacional".

"O objetivo é um cessar-fogo entre os sírios e se concentrar em aunar esforços na luta contra o inimigo comum", os grupos terroristas Frente al Nusra (vinculado à Al Qaeda) e Estado Islâmico, disse.

Na sua opinião, nem Rússia e nem EUA deveriam suspender os bombardeios na Síria, mas aprofundar sua coordenação na luta contra os terroristas.

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