Líderes da UE pedem a Assad e seus aliados que acabem com ataques à oposição

Da Efe, em Bruxelas

Os líderes da União Europeia (UE) pediram na madrugada deste sábado (20) ao regime do presidente sírio Bashar al Assad e a seus aliados, como a Rússia, que interrompam "imediatamente" qualquer ataque contra grupos opositores que não sejam terroristas.

"O Conselho Europeu pede ao regime sírio e a seus aliados que detenham imediatamente os ataques contra grupos da oposição que não são terroristas, o que ameaça as perspectivas de paz, beneficia o Estado Islâmico e impulsiona a crise de refugiados", declararam os líderes ao término de dois dias de cúpula.

Os chefes de Estado e de governo dos 28 países do bloco pediram a todas as partes que apoiaram o acordo de cessar-fogo em Munique há uma semana que "implementem seus compromissos totalmente".

"O fim das hostilidades em todo o país deve ser iniciado de maneira urgente, aplicado a qualquer parte atualmente envolvida em hostilidades militares e paramilitares, que não sejam grupos designados como organizações terroristas pelo Conselho de Segurança da ONU", declararam os dirigentes da União Europeia.

Além disso, os integrantes do Conselho Europeu, o principal órgão político do bloco, destacaram sua "preocupação" pelo "risco de uma escalada militar" e condenaram "o bombardeio contínuo contra infraestruturas civis" e, em particular, o corredor entre a cidade de Aleppo e a fronteira turco-síria, onde milhares de moradores dessa região tiveram que fugir.

Na opinião dos líderes da UE, a aplicação do cessar-fogo deveria "ser verificada de forma conjunta pelas partes relevantes".

Ao término da cúpula, o presidente da França, François Hollande, acusou Moscou de bombardear zonas que não correspondem apenas à oposição moderada, "mas também à população civil".

Hollande pediu que "não haja confusão" sobre o Estado Islâmico (EI). "Há uma oposição ao regime de Assad, mas o EI não é uma oposição, mas sim outra face do regime, porque se aproveita das ações deste regime", comentou o mandatário francês.

O Conselho Europeu também louvou o início do fornecimento de ajuda humanitária aos civis em áreas sitiadas da Síria, e pediu a todas as partes que garantam sua manutenção "como um primeiro passo para um acesso sustentado e sem impedimentos para a ajuda humanitária em toda a Síria", em total coerência com a lei internacional humanitária.

Os líderes da UE lembraram que isso foi estipulado em Munique e que deve incluir a cidade de Aleppo.

Por outro lado, os integrantes do Conselho Europeu também aprovaram algumas conclusões sobre a Líbia nas quais deixaram claro que a estabilidade do país norte-africano "continua sendo uma alta prioridade para a segurança regional e europeia", assim como para lidar com os fluxos migratórios na parte central do Mediterrâneo.

"O Conselho Europeu urge a todas as partes que implementem o acordo político líbio, estabeleçam um governo de acordo nacional e concentrem seus esforços para restaurar a economia e na luta contra o terrorismo", destacaram os chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.

Além disso, os líderes afirmaram que a UE, em cooperação com a ONU, "apoiará esses esforços".

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