PSOE aceita negociar pacto com outros partidos de esquerda na Espanha

Madri, 19 fev (EFE).- O líder do Partido Socialista da Espanha (PSOE), Pedro Sánchez, aceitou nesta sexta-feira entabular uma negociação conjunta com os outros partidos de esquerda que tem representação no Congresso, com o objetivo de alcançar um acordo que o permita tomar posse como presidente de governo na eleição que ocorrerá no parlamento no início de março.

Os partidos de esquerda que participarão desta reunião são, além do PSOE, o Podemos (65 deputados), IU-Unida Popular (2) e Compromís (4).

Com esta reunião, que ainda não teve data marcada, parece que o desencontro entre os líderes dos socialistas e do Podemos, Pablo Iglesias, já que este último queria forçar Sánchez a suspender as negociações com o partido Ciudadanos, que tem 40 deputados, como condição para negociar seu apoio.

As eleições de 20 de dezembro deixaram o PP (de centro-direita) com 123 deputados, seguido pelo PSOE, com 90, e os emergentes Podemos (64 cadeiras) e Ciudadanos (40). O resto das cadeiras ficaram pulverizadas entre forças de esquerda e nacionalistas, em um Congresso composto por 350 deputados.

O promotor desta reunião é o líder do IU-Unidade Popular, Alberto Gárzon, que propôs a poucos dias ao resto de partidos e que hoje finalmente foi aceita pelo PSOE.

"Agora mais do que nunca é importante o diálogo e o entendimento", assinalou o candidato à presidência do governo espanhol em sua conta no Twitter.

Na carta que Sánchez enviou a Garzón, o líder socialista ressaltou "a necessidade de manter um processo de diálogo" no qual os partidos progressistas identifiquem aquelas políticas e propostas que compartilham para permitir formar "um governo reformista" apoiado por várias forças.

Sánchez assegurou que a prioridade de seu futuro Executivo será atender "com urgência" a difícil situação em que vivem milhões de espanhóis e abrir uma etapa de "mudança para modernizar o país e deixá-lo coeso em torno de um projeto comum".

A posse de Sánchez está marcada para 2 de março. Na Espanha, o processo de escolha do presidente de governo acontece indiretamente no parlamento. É necessário conseguir maioria absoluta para alcançar a presidência e, caso não haja, há uma segunda votação no prazo de 48 horas em que basta mais 'sim' do que que 'não'. EFE

nac/cd

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