Cameron anuncia referendo sobre UE para 23 de junho

Londres, 20 fev (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou neste sábado que o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE) será realizado em 23 de junho.

Após apresentar perante seu Gabinete o acordo alcançado ontem à noite em Bruxelas com os membros comunitários, ele confirmou que a postura oficial do governo britânico será a de defender a continuidade em "uma Europa reformada".

"Deixar a Europa ameaçaria nossa economia e nossa segurança", afirmou ele, após a reunião de mais de duas horas no número 10 de Downing Street com seus ministros na qual defendeu um trato que, em sua opinião, dá ao Reino Unido um "status especial" no grupo europeu.

"Não amo Bruxelas, amo o Reino Unido, e sou o primeiro a dizer que ainda precisa melhorar e que a tarefa de reformar a Europa não acaba com o acordo de ontem", disse.

Em um discurso que representa o início da campanha para à consulta de junho, o chefe do governo britânico ressaltou que o país é "mais seguro" e "mais forte" dentro da UE, e advertiu que romper os laços com o continente seria "atirar-se rumo à escuridão".

Cameron, que na segunda-feira irá propor perante o parlamento a convocação do referendo, voltou a dizer que, a partir de hoje, os membros de seu Executivo têm "liberdade" para se opor à postura oficial e argumentar a favor da saída da União Europeia (UE).

"A decisão afeta profundamente o país que queremos ser e o futuro que queremos para nossos filhos. Tentamos decidir como vamos comercializar com os países vizinhos, como encontraremos postos de trabalho, prosperidade e segurança financeira para nossas famílias", sustentou.

"Somos o Reino Unido e podemos conseguir grandes coisas, essa não é a questão neste referendo. A questão é: estaremos melhor trabalhando dentro de uma Europa reformada ou estaremos melhor por nossa conta?", disse o primeiro-ministro.

Para ele, o Reino Unido "será mais forte em uma Europa reformada" porque "poderá ter um papel central em uma das maiores organizações do mundo".

"A decisão está em suas mãos, mas minha recomendação está clara, acredito que o Reino Unido será mais seguro, mais forte e melhor" dentro da UE, afirmou.

Ele se comprometeu a "fazer todo o possível" para cumprir o resultado das urnas "qualquer que seja a decisão" dos britânicos no referendo de junho.

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