Cidades indianas impõem toque de recolher por violência de grupo minoritário

Nova Délhi, 20 fev (EFE).- As autoridades impuseram o toque de recolher em várias cidades do norte da Índia após a explosão de uma onda da violência com 4 mortos e 100 feridos em confrontos com as forças da ordem durante protestos de uma comunidade minoritária que pede tratamento especial.

O toque de recolher afeta cidades como Rohtak, Bhiwani e Jhajjar, informou neste sábado Yash Pal Singal, diretor-geral da polícia de Haryana, o estado onde a comunidade jat realiza violentos protestos para exigir sua inclusão em uma categoria especial pelo governo, o que lhe daria acesso a privilégios sociais.

A medida também foi aplicada em Hisar, Sonipat e Jind, segundo a agência indiana "Ians".

Singal afirmou em entrevista coletiva que dez companhias do exército estão posicionadas em oito dos 21 distritos de Haryana e o governo enviou outras 23 que "chegarão em breve" para ajudar à polícia a restabelecer a ordem.

O responsável policial disse que as forças da ordem denunciaram 129 pessoas, das quais cinco foram detidas, e conseguiram liberar o tráfego de estradas que tinham sido bloqueadas pelos manifestantes, que em várias áreas "estão respondendo de forma pacífica após falar com a polícia e as autoridades".

"Nossa primeira prioridade é restaurar a lei e a ordem", destacou este policial, que se mostrou seguro que "a situação se normalizará em breve".

No entanto, meios de comunicação locais mostraram imagens de delegacias, ônibus, estações de trem, edifícios públicos, áreas de pedágio em estradas, postos de gasolina e lojas incendiadas por manifestantes, que também bloquearam a ferrovia, o que provocou cancelamentos e atrasos em mais de 500 trens.

Pelo menos quatro pessoas morreram desde ontem nos protestos, a última delas por disparos do exército, e outras 100 ficaram feridas, de acordo com a "Ians".

Os jat são uma comunidade primordialmente camponesa que há décadas reivindicam acesso a privilégios sociais como grupo desfavorecido, entre eles a reserva de vagas em empregos e centros educativos públicos.

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