Forças afegãs asseguram que expulsaram EI de seu principal reduto no país

Cabul, 20 fev (EFE).- As forças do Afeganistão garantem que expulsaram o Estado Islâmico (EI) do distrito de Achin, seu principal reduto no país asiático, após uma operação na qual pelo menos 100 jihadistas morreram ou ficaram feridos, informou neste sábado à Agência Efe uma fonte oficial.

O exército, a polícia e a inteligência afegã desenvolveram esta operação durante os últimos sete dias nesse distrito da província de Nangarhar (leste do país), disse o porta-voz do governador provincial, Attaullah Khogyanai.

"A maioria das aldeias, cerca de 30, no distrito, incluindo Dehsarak, onde se localizava a principal base do EI, foram liberadas e os militantes fugiram para áreas montanhosas remotas onde as forças de segurança afegãs lhes perseguem", detalhou o porta-voz.

Khogyanai indicou que pelo menos 100 jihadistas morreram ou ficaram feridos, mas não precisou as possíveis baixas entre as forças afegãs, que estabeleceram postos de controle para prevenir o retorno de membros do EI à região.

Cerca de mil famílias deslocadas pelos combates voltaram a seus lares.

A operação prossegue agora no distrito vizinho de Nazian, de acordo com a fonte.

O EI está presente em pelo menos quatro províncias do leste e do sul do Afeganistão há pelo menos um ano e tem em Nangarhar seu maior bastião no país asiático.

A Otan estima que o EI dispõe de entre 1.000 e 3.000 membros no Afeganistão, a maioria concentrados em poucos distritos de Nangarhar.

O Conselho de Segurança da ONU advertiu do risco da presença do EI no Afeganistão e o relatório de 2015 das Nações Unidas sobre as vítimas civis no conflito documenta pela primeira vez 83 ataques relacionados com o Estado Islâmico, 82 deles nesta província.

A irrupção do grupo jihadista alterou o cenário da guerra dos últimos 15 anos no país e levou o governo afegão, até então focado nos talibãs, a estabelecer unidades especiais para combatê-lo.

As forças americanas posicionadas no Afeganistão também aumentaram suas ações contra o EI nas últimas semanas, após receber sinal verde de Washington para realizar bombardeios.

Os Estados Unidos mantêm cerca de 9.800 soldados no Afeganistão, dos quais cerca da metade permanecerá além do final do mandato do presidente Barack Obama, em janeiro de 2017.

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