Las Vegas se diferencia devido à sua economia nos caucus democratas de Nevada

David Villafranca.

Las Vegas (EUA), 20 fev (EFE).- Na cidade dos Estados Unidos que não apaga as luzes, onde os cassinos sempre estão abertos, os democratas, que realizam neste sábado seu caucus em Nevada, adaptaram o funcionamento de seus assembleias à singular economia 24 horas de Las Vegas.

Para facilitar que os trabalhadores do setor de serviços, que por causa de seu horário não podiam participar de seu caucus, pudessem mostrar seu apoio aos candidatos Hillary Clinton ou Bernie Sanders, os democratas dispuseram uma série de assembleias no Strip de Las Vegas, a famosa avenida na qual ficam alguns dos cassinos e hotéis mais conhecidos da "cidade do pecado".

Um deles foi o Caesars Palace, hotel e cassino inspirado na antiga Roma, embora com o inconfundível toque kitsch de Las Vegas, no qual não faltam colunas imperiais, leões alados, coroas de louro, mosaicos, fontes e jardins de inspiração romana.

Desde o começo da manhã o cassino foi o palco no qual os jogadores madrugadores da roleta, do black-jack, e das máquinas caça-níqueis cruzavam com os simpatizantes dos candidatos à indicação democrata para o pleito presidencial, Hillary ou Sanders, que se dirigiam para a assembleia.

Na mesma porta do cassino estava Susana Duarte, que veio de Los Angeles, embora não possa participar dos caucus de Nevada, e que disse à Agência Efe que apoia Hillary "porque apoia muito os latinos" e porque tem "muita experiência" para se tornar a primeira mulher a chegar à Presidência dos EUA.

Com camisetas, cartazes e slogans, partidários de Sanders e Hillary competiam cantando e gritando para chamar a atenção dos que iam votar.

Virgina Macaleno é enfermeira em Las Vegas e contou à Efe que apoia o senador de Vermont porque defende uma cobertura de saúde para todos, "desde o mais pobre até o mais rico", e porque Sanders se preocupa com "a classe média".

Ao meio-dia e em um andar superior do cassino, longe das apostas, do dinheiro e das leis da sorte, começou a assembleia democrata do Caesars Palace, cujo mecanismo democrático pode ser artesanal para quem não está acostumado.

Começou com a contagem manual dos presentes, que permaneciam de pé até que um encarregado dava-lhes um número e, então, se sentavam.

Foram 278 as pessoas que se reuniram no Caesars Palace, com uma notável presença de latinos e negros, a maioria trabalhadores em cassinos e hotéis.

Com a divisão dos presentes em função de seu candidato preferido, se viu claramente que nesta assembleia Hillary tinha uma maioria arrasadora (190), enquanto 81 escolheram Sanders.

Após os cálculos da organização, que o tempo todo deu as instruções em inglês e espanhol, o resultado final nesta assembleia foi de 28 delegados para Hillary contra 12 para Sanders.

Os democratas preveem hoje realizar 250 caucuses em todo o território de Nevada, nos quais podia participar qualquer pessoa registrada como votante democrata, para escolher os 43 delegados estaduais que irão para a convenção nacional do partido.

Ao contrário de Iowa, onde Hillary obteve uma vitória apertada, e New Hampshire, onde Sanders venceu confortavelmente, Nevada é um estado diferente no qual, por exemplo, mais de 25% da população é de origem latina.

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