Pilotos alemães passarão por inspeções de surpresa

Berlim, 20 fev (EFE).- O governo da Alemanha irá implantar controles surpresa sobre o consumo de drogas, álcool e remédios aos pilotos para evitar situações como a da Germanwings, a tragédia aérea que deixou 150 mortas e provavelmente foi provocada pela depressão e tendência suicida do copiloto da aeronave.

A grande coalizão liderada pela chanceler Angela Merkel acertou a introdução da nova legislação para as companhias aéreas, conforme publica neste sábado o jornal alemão "Süddeutsche Zeitung".

De acordo com a publicação, que cita documentos internos do governo, as companhias aéreas deverão assegurar que a equipe da cabine é "competente e está em condições" de "garantir um voo seguro". Para isso, as empresas deverão fazer controles não anunciados entre os funcionários para comprovar se estão "sob a influência de remédios, álcool ou outras substâncias psicoativas".

A origem da medida é a catástrofe aérea ocorrida em 24 de março de 2015 no avião da Germanwings, empresa vinculada à Lufthansa, que cobria o trajeto Barcelona-Düsseldorf, com 150 pessoas a bordo.

Segundo as investigações, o copiloto, Andreas Lubitz, de 27 anos, se trancou dentro da cabine de controle no momento em que ficou sozinho e jogou o aparelho de forma intencional contra os Alpes franceses. Ele tinha antecedentes médicos por problemas psíquicos e tinha procurado diferentes médicos e tratamentos para tentar superar os transtornos.

No dia da tragédia, Lubitz estava de licença médica, mas não comunicou isso a seus superiores.

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