Sérvios sequestrados na Líbia pelo EI são mortos em bombardeio americano

(Atualiza com confirmação oficial da morte e detalhes).

Belgrado, 20 fev (EFE).- Ao todo, dois funcionários da embaixada da Sérvia na Líbia, sequestrados em novembro do ano passado, morreram nos bombardeios americanos a uma base do grupo Estado Islâmico (EI) nesse país ontem, informaram as autoridades sérvias neste sábado.

O primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic, declarou em entrevista coletiva em Belgrado que "foi confirmada de forma oficial" a informação da morte dos dois cidadãos sérvios na cidade líbia de Sabratha.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores sérvio, Ivica Dacic, tinha dito à imprensa que ainda se era preciso aguardar a identificação dos corpos para a confirmação oficial por parte das autoridades líbias.

A diplomata Sladjana Stankovic e o motorista da embaixada sérvia em Trípoli, Jovica Stepic, foram sequestrados em 8 de novembro nas proximidades da cidade de Sabratha, ao oeste da capital líbia. O sequestro aconteceu após um ataque de pessoas armadas a um grupo de carros no qual também estava o embaixador sérvio na Líbia.

Segundo Vucic, seus corpos serão transferidos na próxima segunda-feira à tarde à Sérvia para o enterro. Embora ainda não tenham sido revelados dados dos sequestradores, Vucic os identificou os como contrabandistas que não são membros do Estado Islâmico, mas que cooperam estreitamente com o grupo.

Segundo ele, os serviços de segurança sérvios estavam perto de conseguir a libertação, em cooperação com as autoridades líbias e serviços de inteligência de vários países, pois os dois sérvios não eram o alvo do sequestro.

Vucic afirmou que pediu explicações aos Estados Unidos sobre se eles tinham informações de que na cidade bombardeada estavam cidadãos sérvios, mas que recebeu uma resposta extraoficial segundo a qual não tinham conhecimento disso.

O ministro das Relações Exteriores tinha dito que as autoridades do país e os serviços de segurança não receberam qualquer contato dos sequestradores nem exigências, de modo que não houve negociação.

Ontem, o governo americano confirmou ter bombardeado um campo de treinamento do grupo jihadista EI na Líbia perto de Sabratha, no qual 40 pessoas morreram, e afirmou que os extremistas que estavam nele representavam "uma ameaça direta" aos Estados Unidos.

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