Afeganistão nomeia novo chefe do Conselho de Paz após mais de um ano

Cabul, 21 fev (EFE).- O governo do Afeganistão nomeou um novo chefe do Alto Conselho de Paz, depois de mais de um ano sem liderança e a dois dias de uma nova reunião do Quarteto para tentar retomar o diálogo com os talibãs, informaram neste domingo fontes oficiais.

O líder político e religioso Sayed Ahmad Gailani foi o designado à frente deste órgão, segundo anunciou o porta-voz do chefe de Executivo afegão, Javid Faiçal, em sua conta no Twitter.

A designação acontece após um período de mais de um ano sem um chefe à frente deste órgão, uma situação que levou alguns doadores externos como os Estados Unidos e o Reino Unido a suspender o financiamento que forneciam.

O Alto Conselho de Paz foi criado em 2010 pelo então presidente do país, Hamid Karzai, por recomendação do parlamento afegão, está formado por líderes políticos, religiosos e sociais e tem entre seus objetivos promover um diálogo com os insurgentes.

A nomeação também acontece dois dias antes que se reúna de novo em Cabul o Quarteto formado por Estados Unidos, China, Paquistão e Afeganistão, em uma tentativa de retomar um processo de paz com os talibãs para acabar com mais de 14 anos de guerra no país asiático.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afegão, Ahmad Shakib Mustaghni, declarou à Agência Efe que na reunião de terça-feira em Cabul os integrantes do Quarteto "farão esforços conjuntos para determinar a data exata para conversas diretas entre representantes do governo afegão e os talibãs".

O governo afegão e os talibãs mantêm congelado o processo de diálogo que começaram em julho do ano passado no Paquistão e que se viu paralisado poucas semanas depois pelo anúncio da morte do líder fundador talibã, o mulá Omar, que foi sucedido pelo mulá Mansur, e um aumento da violência nos últimos meses.

O Quarteto se reuniu em três ocasiões desde janeiro em Islamabad e em Cabul, ocasiões nas quais mostrou seu respaldo a um processo sem condições prévias com os talibãs, que por sua parte reivindicaram "alguns passos preliminares" como a retirada de sanções da ONU.

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