Colégios eleitorais começam a fechar na Bolívia após referendo de reeleição

La Paz, 21 fev (EFE).- Os colégios eleitorais da Bolívia começaram a fechar neste domingo a partir das 16h (horário local, 18h de Brasília), depois de cumpridas as oito horas de votação do referendo para aprovar ou rejeitar uma reforma constitucional que permitirá ao presidente Evo Morales voltar a se candidatar no pleito de 2019.

O horário de fechamento pode atrasar-se em alguns colégios que registraram demora na abertura ou para que possam exercer o voto todas as pessoas que compareceram e ainda esperam nas filas.

Mais de 6,5 milhões de bolivianos estão convocados a votar hoje, dos quais 6,2 milhões vivem no país e 258.990 no exterior.

O referendo pergunta à população se aceita ou rejeita reformar um artigo da Constituição para ampliar de dois a três os mandatos presidenciais consecutivos permitidos, o que permitiria que Morales se apresentasse às eleições de 2019 na busca de um quarto mandato até 2025.

Morales iniciou sua primeira gestão em 2006, a segunda em 2010 e a terceira em 2015.

Embora a Constituição permita somente dois mandatos consecutivos, o governante pôde apresentar-se ao pleito de 2014 graças a uma decisão do Tribunal Constitucional que considerou que seu primeiro mandato (2006-2010) não conta porque o país foi refundado como Estado Plurinacional em 2009.

Os meios de comunicação estão autorizados a começar a divulgar dados de pesquisas de boca de urna a partir das 20h (22h de Brasília), mas é possível que o órgão eleitoral antecipe alguns resultados parciais antes desse horário.

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