Ministro da Justiça do Líbano renuncia em oposição à política do Hezbollah

Beirute, 21 fev (EFE).- O ministro da Justiça do Líbano, Ashraf Rifi, anunciou neste domingo sua renúncia do governo de Tammam Salam, em protesto pelo que qualificou de atuação "inaceitável" do grupo xiita Hezbollah e seus aliados.

Segundo sua carta de renúncia, citada pela "Agência Nacional de Notícias" (ANN), Rifi afirmou que a atitude do Hezbollah está conduzindo o Estado à desintegração e "põe em grande perigo" as relações com o mundo árabe e, especialmente, com a Arábia Saudita. A ministra de Assuntos para os Deslocados, Alice Chaptini, foi nomeada ministra interina.

A renúncia de Rifi é feita dois dias depois de a Arábia Saudita anunciar a suspensão de uma ajuda militar ao Líbano de US$ 4 bilhões (R$ 12 bilhões), como reação à recusa do país por não condenar os ataques às sedes diplomáticas sauditas no Irã, em janeiro, e em protesto pela atuação do grupo xiita.

Segundo informou a agência oficial de notícias saudita, "SPA", "os atos terroristas" do Hezbollah transgridem o "tradicional apoio do reino saudita ao Líbano durante as crises econômicas e políticas" que atravessaram o país

De acordo com a "SPA", Riad decidiu "reconsiderar totalmente suas relações com o Líbano" e tomou a decisão de suspender o apoio que presta ao exército e polícia, pela influência que exerce a milícia xiita sobre o Estado.

O até agora ministro da Justiça libanês também ressaltou que com sua decisão deseja se manter "fiel à memória do mártir do Líbano, o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, e de todos os mártires da revolução do Cedro", em alusão às personalidades de tendência anti-Síria assassinadas no Líbano nos últimos anos.

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