Protestos contra discriminação na Índia deixam 10 mortos e 150 feridos

Nova Délhi, 21 fev (EFE).- Pelo menos 10 manifestantes morreram e 150 ficaram feridos nos protestos do grupo social minoritário "jat" no norte da Índia, onde foi imposto o toque de recolher e o exército enviou reforços, informou neste domingo o chefe da polícia, Yash Pal Singal.

Há uma semana, a comunidade "jat" mantém violentos protestos no estado de Haryana, limite com Nova Délhi. De acordo com Singal, 191 pessoas foram denunciadas e 45 detidas desde o início das manifestações. A comunidade, majoritariamente rural, reivindica há décadas seu reconhecimento como grupo desfavorecido para ter acesso, por exemplo, a universidade e vagas no mercado de trabalho.

O chefe da polícia indicou que 69 grupos do exército patrulham as zonas em conflito, enquanto chegam mais reforços via aérea, já que os manifestantes mantêm as principais estradas e a ferrovia entre Haryana e seus estados vizinhos bloqueadas. Ele garantiu que "a situação melhorou" e que agora a prioridade é reestabelecer o fornecimento de água em Nova Délhi, já que os manifestantes fecharam um canal que abastece à capital indiana, onde vivem 17 milhões de pessoas.

O ministro do Interior da Índia, Rajnath Singh, voltou a pedir calma e afirmou que "alguma solução será encontrada", em declarações ao canal "ANI" depois de se reunir com membros do grupo "jat".

Os protestos se estendem por pelo menos oito dos 21 distritos de Haryana, com incêndios em delegacias, estações de trem, prédios públicos, pedágio e lojas.

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