Ativistas elevam para 155 número de mortos em atentados em Damasco e Homs

Beirute, 22 fev (EFE).- O número de mortos nos atentados de ontem nas áreas de maioria xiita de Damasco e na cidade de Homs, no centro da Síria, subiu para 155 pessoas, 99 delas civis, segundo os últimos dados divulgados nesta segunda-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Pelo menos 96 deles - 60 civis e 12 milicianos pró-governo - morreram em quatro explosões na região de Sayida Zeinab, no sul de Damasco.

Duas das explosões foram de carros-bomba, a terceira foi causado por um terrorista suicida com um colete de explosivos e o quarto ainda não tem origem conhecida.

O Observatório acrescentou que há pelo menos 150 feridos, dezenas em estado grave.

Sayida Zeinab, que abriga uma mesquita de mesmo nome, está a cerca de 17 quilômetros ao sul da capital, e está protegida pelo grupo xiita libanês Hezbollah, cujos líderes insistem que zelam por proteger as áreas e os santuários xiitas dos ataques dos terroristas na Síria.

O número de mortos na explosão de dois carros-bomba no bairro de maioria alauita (seita à qual pertence o presidente sírio, Bashar al Assad) de Al Zahra, em Homs, aumentou para 59, entre os quais há 39 civis, disse o Observatório.

Os meios de comunicação oficiais sírios também elevaram o saldo de vítimas nesta série de atentados.

A agência de notícias oficial síria, "Sana", afirmou que pelo menos 83 pessoas morreram e 178 ficaram feridas em "três explosões terroristas" em Sayida Zeinab, provocadas por um carro-bomba e dois suicidas com coletes explosivos.

Já em Homs, a agência informou de 30 mortos no duplo atentado perpetrado com dois veículos carregados com bombas no distrito de Al Zahra, citando o governador da província, Talal al Barazi.

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou ontem em comunicados divulgados na internet a autoria destes ataques em Damasco e Homs.

Os atentados coincidiram com o anúncio do secretário de Estado americano, John Kerry, de um "acordo provisório" com seu colega russo, Sergei Lavrov, para uma trégua no conflito sírio.

"Alcançamos um acordo provisório, um princípio de acordo com Lavrov para deter as hostilidades nos próximos dias", revelou Kerry em Amã.

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