Principal líder opositor de Uganda é detido pela quarta vez

Campala, 22 fev (EFE).- O principal candidato da oposição de Uganda, Kizza Besigye, voltou a ser detido hoje, a quarta vez em uma semana, quando se preparava para participar de uma manifestação em protesto contra a suposta fraude eleitoral que deu a vitória a Yoweri Museveni na eleição realizada na última quinta-feira.

Besigye foi detido pela polícia em sua casa, perto de Campala, onde permaneceu sob prisão domiciliar durante o fim de semana, antes de poder se unir ao protesto convocado por seu partido, o Fórum por uma Mudança Democrática (FDC).

O partido mobilizou seus militantes através das redes sociais para acompanhar, em uma manifestação pacífica, seu líder até a Comissão Eleitoral, onde pretendia apresentar uma denúncia formal por fraude eleitoral.

Alguns seguidores de Besigye tentaram impedir a detenção e a polícia respondeu lançando gás de pimenta, que feriu um jornalista que cobria a passeata.

Um grande número de policiais foram desdobrados nos arredores da Comissão Eleitoral para impedir a chegada dos partidários de Besigye.

As eleições presidenciais e legislativas aconteceram na quinta-feira passada em um clima de intimidação contra a oposição e várias irregularidades, denunciaram os observadores da União Europeia (UE).

"Não preciso de lições de ninguém sobre como organizar as eleições", respondeu Museveni às denúncias.

O presidente ugandense foi reeleito com 60,7% dos votos, contra 35,3% de Besigye, seu principal rival.

Depois de a Comissão Eleitoral anunciar os resultados no sábado, Besigye denunciou que o processo foi uma "fraude" e pediu uma investigação independente sobre a apuração.

O candidato opositor realizou estas denúncias através de em comunicado enviado por e-mail desde sua casa, onde estava em prisão domiciliar desde que foi detido, na sexta-feira, na sede de seu partido.

Na última semana, Besigye foi detido quatro vezees pelas autoridades ugandenses, que o soltaram pouco depois em todas elas.

A eleição na quinta-feira e os dias posteriores foram marcados por um forte desdobramento policial na capital do país, Campala, e nas ruas praticamente desertas não se viu comemoração do resultado das eleições.

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