Menem revela polêmica teoria sobre morte do ex-presidente Néstor Kirchner

Buenos Aires, 23 fev (EFE).- O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem (1989-1999), afirmou nesta terça-feira que a causa da morte em 2010 do também ex-chefe de Estado Néstor Kirchner (2003-2007) "ficou meio em dúvida", até o ponto de que "se está por fazer uma autópsia para saber de que morreu".

"Porque muitos agora, com o novo governo, sustentam que Néstor foi morto por sua mulher (Cristina Kirchner), porque Néstor, de acordo com que um escutou e espalhou, a castigava muito e então ela o teria matado. É a versão que me chegou. E agora estão por fazer uma autópsia", declarou Menem em uma entrevista à emissora de rádio "LaOnceDiez".

O atual senador, de 85 anos, pertencente ao Partido Justicialista, evitou dar sua opinião a respeito dos motivos da morte, já que "até que não se prove o que se diz" destacou não ter "a autoridade e o conhecimento" para confirmar essa hipótese.

Em outubro de 2010, e após ter feito uma angioplastia um mês antes, Kirchner morreu após sofrer um ataque cardíaco quando se encontrava com sua esposa Cristina Kirchner, nesse momento presidente do país (2007-2015), descansando na turística cidade de El Calafate.

Em outro momento da entrevista, Menem definiu Cristina como uma mulher "inteligente, capaz" e "muito soberba", mas ressaltou que "se chegou a governar Argentina é porque tem alguma coisa".

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