Obama afirma que fechar Guantánamo é "fechar um capítulo" da história dos EUA

Washington, 23 fev (EFE).- O presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira que fechar a prisão de Guantánamo equivale a "fechar um capítulo" da história do país, ao apresentar seu plano para transferir a uma "localização segura" - dentro dos Estados Unidos - os detidos que não puderem ser transferidos a terceiros países.

Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama explicou, além disso, que seu plano permitirá "economizar" dinheiro dos contribuintes e pediu aos congressistas um diálogo "honesto" para tentar fechar a prisão, localizada em Cuba, que ainda tem 91 detentos.

Acompanhado de seu vice-presidente, Joseph Biden, e do secretário de Defesa, Ashton Carter, Obama ressaltou que manter aberta a prisão é "contraproducente" para a luta antiterrorista, contrário aos valores dos EUA, mina a segurança nacional em vez de fortalecê-la e prejudica as relações do país com nações aliadas.

O presidente disse que esteve por "sete anos", desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2009, trabalhando para tentar fechar Guantánamo e prometeu continuar até que seu mandato acabe, daqui a 11 meses.

"Não quero transferir o problema (de Guantánamo) ao próximo presidente, não importa quem for", afirmou Obama.

Altos funcionários do governo anteciparam, sob a condição de anonimato, que o plano para fechar a prisão de Guantánamo que o Pentágono enviou hoje ao Congresso prevê transferir entre 30 e 60 presos ao território americano.

A proposta considerou 13 localizações diferentes nos EUA para realocá-los, sem recomendar nenhuma em particular.

Esses 13 lugares incluem prisões já existentes em estados como Colorado e Carolina do Sul, assim como a construção de novas instalações em algumas bases militares do país.

Segundo o Pentágono, manter a prisão de Guantánamo aberta é entre US$ 65 e US$ 85 milhões mais caro do ano que internar os presos em uma prisão no território americano.

Desde o princípio de seu mandato, a promessa feita por Obama de fechar Guantánamo esbarrou na oposição do Congresso, especialmente entre os republicanos, que se recusam a aceitar a transferência dos presos para dentro dos Estados Unidos.

A prisão de Guantánamo chegou a abrigar cerca de 800 presos pouco após sua abertura, ordenada pelo então presidente americano, George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

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