Presidente do Peru nega vínculo com Odebrecht e convoca embaixador do Brasil

Lima, 23 fev (EFE).- O presidente do Peru, Ollanta Humala, negou nesta terça-feira qualquer vinculação com supostos pagamentos feitos pela construtora Odebrecht e convocou o embaixador do Brasil em Lima, Marcos Raposo Lopes, "para solicitar informação oficial sobre o assunto", informou um comunicado oficial.

De acordo com a imprensa peruana, o site Globo.com publicou um relatório elaborado pela Polícia Federal durante a investigação do caso de corrupção na Petrobras que afirma que Humala seria um dos funcionários estrangeiros que supostamente recebeu pagamentos da construtora Odebrecht.

O embaixador brasileiro foi recebido ontem à noite no palácio de governo por Humala, o presidente do Conselho de Ministros, Pedro Cateriano, e a ministra das Relações Exteriores, Ana María Sánchez.

"Por causa das informações supostamente provenientes da Polícia Federal do Brasil, aparecidas à noite na impressa desse país, e reproduzidas em alguns meios de comunicação locais no Peru, o embaixador do Brasil, o senhor Marcos Raposo Lopes, foi convocado ao palácio de governo pelo senhor presidente da República", indicou hoje o comunicado oficial.

A nota acrescentou que essa reunião foi convocada por Humala "para expressar sua rejeição perante tais afirmações e solicitar informação oficial sobre o particular."

A empresa Odebrecht Peru afirmou hoje em comunicado que "nunca realizou doações nem entrega indevida de dinheiro a partidos políticos ou autoridade pública".

"As notícias na imprensa que relacionam o Peru na investigação Lava Jato evidenciam que não se trata de uma acusação formal, mas mais bem de avaliações preliminares baseadas na interpretação de apontamentos por parte da Polícia Federal do Brasil", acrescenta o comunicado.

O Congresso do Peru criou em novembro do ano passado uma comissão para investigar supostos subornos de empresas brasileiras a funcionários peruanos dentro dos casos investigados pela Lava Jato.

A comissão parlamentar investiga as supostas reuniões da empresária brasileira Zaida Sisson com autoridades do segundo governo de Alan García (2006-2011) e do presidente Humala.

O congressista Sergio Tejada, presidente da comissão parlamentar que averiguou as irregularidades do segundo governo de Alan García, afirmou que Sisson esteve pelo menos sete vezes no palácio de governo e foi recebida pelo ex-mandatário.

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