Irã pagará a famílias de palestinos mortos em onda de violência com Israel

Beirute, 24 fev (EFE).- O governo do Irã pagará às famílias dos palestinos mortos durante a onda de violência em Israel e Palestina desde o dia 1º de outubro, conforme anunciou nesta quarta-feira o embaixador iraniano no Líbano, Mohammed Fathali Ali, de acordo com a imprensa libanesa.

"Não deixaremos o povo palestino como vítima de perseguição, torturas e deslocamento e continuaremos a apoiá-lo", disse o diplomata em entrevista coletiva.

O embaixador anunciou que cada família de um "mártir" palestino da "Intifada de Jerusalém" receberá US$ 7 mil em uma ajuda que será canalizada através do ramo palestino da Instituição Shahid, organização com sede no Irã que ajuda o povo palestino desde 1987.

Além disso, informou que os palestinos cujas casas tenham sido destruídas durante essa onda de violência receberão US$ 30 mil. O embaixador também pediu aos árabes que se unam ao redor da causa principal dos árabes, que é a Palestina.

Em comunicado, Israel repudiou a atitude do Irã de compensar qualquer palestino que morra em ataques contra israelenses e as famílias dos que tiverem as casas destruídas por esse motivo.

"Israel repudia o anúncio do embaixador do Irã no Líbano, que em entrevista coletiva anunciou que o Irã apoiará com dinheiro terroristas palestinos e suas famílias", disse a nota divulgada nesta noite pelo Ministério das Relações Exteriores israelense.

A nota acrescenta que este oferecimento é "mais uma prova da profunda participação do Irã na instigação do terrorismo contra Israel".

Para Israel, o anúncio é consequência do acordo nuclear que as potências ocidentais firmaram com Teerã no dia 14 de julho de 2015.

"Depois do acordo com as potências, o Irã se permite a continuar sendo um ator central do terrorismo internacional", disse a reação israelense.

Desde o início da ofensiva, no 1º de outubro de 2015, 181 palestinos morreram, dois terços deles ao perpetrar ou tentar ataques contra israelenses e o restante em confrontos com as forças de segurança israelenses em Jerusalém Oriental, Gaza e Cisjordânia.

Ao todo, 30 israelenses e três pessoas de outras nacionalidades morreram vítimas destas agressões.

Segundo as estatísticas do Ministério das Relações Exteriores israelense, nos últimos cinco meses os atacantes palestinos realizaram ou tentaram cometer 187 esfaqueamentos, 75 ataques com tiros e 39 atropelamentos propositais, dados questionados pelas autoridades palestinas.

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