Rússia doa 10 mil AK-47 e dois milhões de balas ao Afeganistão

Cabul, 24 fev (EFE).- A Rússia entregou nesta quarta-feira ao Afeganistão 10 mil fuzis AK-47 e mais de dois milhões de balas, em virtude de um acordo bilateral de segurança assinado em dezembro, que reflete o crescente envolvimento russo no país centro-asiático.

"Continuaremos nossa ajuda ao Afeganistão para desenvolver forças armadas e policiais sólidas", indicou em entrevista coletiva em Cabul o embaixador russo no Afeganistão, Alexander Mantytskiy.

Nos últimos anos, o Afeganistão enviou à Rússia várias delegações em busca de assistência militar, que não se traduziram em avanços concretos, reivindicações que Cabul intensificou desde que a Otan fixou a retirada de suas forças de combate do território afegão no final de 2014.

O embaixador russo afirmou que a Rússia quer que o Afeganistão, fortemente dependente da ajuda internacional, se transforme em um país "independente e neutro com uma economia desenvolvida".

"A ajuda não só tem importância militar, mas também importância política para os dois países, em um momento em que a região está passando por tempos difíceis", justificou o assessor de Segurança Nacional afegão, Hanif Atmar.

Segundo Atmar, o Executivo afegão está na fase de "conversas" com Moscou para ampliar a ajuda militar, "particularmente naquelas áreas em que as tropas afegãs têm problemas".

A União Soviética invadiu o Afeganistão em 1979, e se retirou dez anos depois após uma guerra conhecida como o "Vietnã da URSS" e que foi um dos fatores que precipitaram a desintegração soviética.

Cabul e Moscou voltaram a normalizar suas relações diplomáticas após a queda do regime talibã com a invasão americana em 2001.

A Rússia manteve nos últimos anos uma relação de cooperação com a Otan e os Estados Unidos nos setores humanitário e militar no Afeganistão até esses laços serem rompidos em abril de 2014.

Os Estados Unidos mantém cerca de 9.800 soldados no Afeganistão, e metade permanecerá além do final do mandato do presidente americano, Barack Obama, em janeiro de 2017.

Desde que terminou sua missão de combate em 2014, a Otan mantém outra missão de capacitação, com quatro mil soldados, que triplicará para 12 mil devido à crescente insegurança no país.

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