Kerry anuncia possível reunião com negociadores de paz da Colômbia

Washington, 25 fev (EFE).- O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, garantiu nesta quinta-feira que pode se reunir com participantes das conversas de paz da Colômbia nos próximos dias, a fim de expressar seu apoio à resolução dos últimos obstáculos pendentes para conseguir a assinatura de um acordo de paz.

"É provável que me reúna em breve com alguns deles (participantes das conversas de paz) dentro de poucos dias, dependendo do curso dos eventos", disse Kerry em uma audiência perante o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.

Kerry não informou se sua reunião seria com negociadores do governo colombiano e/ou das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que estão tentando chegar a um acordo antes de 23 de março.

O secretário também não indicou onde ocorrerá a reunião, embora na terça-feira Kerry tenha antecipado que prevê viajar nas próximas semanas a Cuba, país anfitrião das negociações de paz.

Em dezembro de 2014, Kerry se reuniu na Colômbia com o chefe da equipe negociadora do governo colombiano, Humberto de la Calle, e com o alto comissário de Paz, Sergio Jaramillo, mas não há informações se o secretário de Estado fez contato com a equipe negociadora das Farc.

"Ainda há alguns assuntos difíceis para resolver no contexto do acordo e esperamos que haja avanços", ressaltou hoje Kerry, que destacou o tema da justiça de transição como um dos mais importantes.

As negociações de paz em Havana acabam de atravessar uma nova crise, suscitada pela aparição de imagens de negociadores da insurgência em um ato público em uma aldeia colombiana escoltados por guerrilheiros armados.

O chefe negociador das Farc, conhecido como Ivan Márquez, e o guerrilheiro "Joaquín Gómez", foram acusados de romper o acordo pactuado com o governo colombiano de não entrar em áreas urbanas, não estabelecer contatos com a população civil e nem fazer manifestações políticas.

No entanto, os países fiadores do processo de paz, Cuba e Noruega, anunciaram na quarta-feira que as partes colombianas alcançaram um acordo para "superar diferenças recentes e normalizar as conversas" o mais rápido possível.

Em setembro, as partes estipularam como data limite para assinar a paz em 23 de março, mas existem dúvidas sobre as possibilidades de esse prazo ser cumprido, já que ficam pendentes temas delicados, como o cessar-fogo bilateral e definitivo, o abandono das armas e a concentração de guerrilheiros para sua desmobilização.

Kerry destacou o trabalho realizado pelo enviado especial dos EUA para o processo de paz na Colômbia, Bernard Aronson, nomeado há um ano para apoiar a agenda do governo colombiano nas conversas e que se reuniu em várias ocasiões com as duas partes em conflito.

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