Suécia homenageia ex-primeiro-ministro no 30º aniversário de seu assassinato

Berlim, 28 fev (EFE).- A Suécia homenageou neste domingo com diversos atos o social-democrata Olof Palme, duas vezes primeiro-ministro do país, no 30º aniversário de seu assassinato, um crime que ainda não pôde ser esclarecido.

O primeiro-ministro sueco e líder do Partido Social-Democrata, Stefan Löfven, assim como a secretária desta legenda, Carin Jämtin, depositaram uma coroa de rosas vermelhas no túmulo de Palme no cemitério de Adolf Fredrik de Estocolmo.

Os social-democratas, em cooperação com o Centro Internacional Olof Palme - organização que trabalha em favor da democracia, dos direitos humanos e da paz -, aproveitaram a data para oferecer um seminário no qual vários membros ilustres do partido lembraram o ex-primeiro-ministro.

Por sua parte, a polícia não perde a esperança em resolver o assassinato de Palme, apesar de já terem se passado 30 anos e depois que o parlamento sueco aprovou em 2010 abolir o prazo de 25 anos para a prescrição do crime.

"É minha esperança e meu objetivo. Mas não estou preparado para prometer nada", declarou esta semana o inspetor Hans Melander, chefe do grupo investigador, composto por seis pessoas.

Mais de 10.000 pessoas foram interrogadas na investigação e 133 asseguraram ser o assassino de Palme, segundo a procuradora Kerstin Skarp, que dirige o trabalho do "Grupo Palme" e que também se mostrou "otimista" esta semana sobre a resolução do caso, apesar de não existir avanços concretos neste sentido.

Palme foi assassinado com um tiro pelas costas quando saía de um cinema acompanhado de sua esposa Lisbet, que ficou levemente ferida, e quando estava sem escolta por um pedido do próprio político.

O principal suspeito, o criminoso comum Christer Pettersson, foi condenado em julho de 1989 à prisão perpétua, após ser reconhecido pela viúva.

Mas Petterson, que morreu em 2005, foi absolvido meses depois em segunda instância por falta de provas, depois que o tribunal admitiu irregularidades na sessão de reconhecimento.

A confusão em torno do caso tem muito que ver com a caótica investigação realizada durante os primeiros meses por Hans Holmér, chefe da polícia do condado de Estocolmo, que esteve precedida por erros elementares de procedimento como não isolar a área do crime nem emitir um alarme nacional.

Holmér concentrou os esforços em uma única direção, que responsabilizava o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e que depois demonstrou carecer de base sólida.

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