Jihadistas executam duas pessoas em praça pública no Sinai

Cairo, 1 mar (EFE).- Jihadistas, que pertenceriam ao grupo terrorista Estado Islâmico, decapitaram ontem à noite um homem e mataram a tiros seu filho na praça de Abu Bakr, no bairro de Fawajeria, um dos maiores da cidade de Al Arish, na Península do Sinai, no Egito, confirmou uma fonte de segurança à Agência Efe.

Os jihadistas mataram ambos após acusá-los de serem espiões dos serviços de segurança.

O Ministério do Interior egípcio se limitou a informar em comunicado, divulgado pela agência oficial "Mena", das mortes e que, até o momento, os autores e as circunstâncias do crime são desconhecidas.

Alguns moradores de Al Arish publicaram fotos nas redes sociais dos dois corpos e disseram que a execução aconteceu diante de outros civis.

Os jihadistas chegaram em vários veículos à praça, tiraram os dois homens do porta-malas de um carro e dispararam ao ar, antes de assassiná-los e gravar a execução, segundo o jornal "Al Tahrir".

A agência "Amaaq", ligada ao EI, informou no domingo que os extremistas estabeleceram postos de controle na ponte de Al Wadi, em Al Arish.

Os combatentes do EI revistaram vários veículos em busca de supostos espiões que trabalhariam para o exército e a polícia egípcios.

Também em Al Arish os jihadistas invadiram nos últimos dias várias cafeterias, advertido aos clientes que está proibido fumar.

O norte do Sinai, onde vigora o estado de emergência e o toque de recolher desde 2014, é a base grupos extremistas, entre eles o Wilayat Sina, o ramo egípcio do EI.

A filial do EI reivindicou, entre outras operações, a derrubada do avião russo em outubro no Sinai, como vingança pelos bombardeios russos na Síria.

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