Macri acusa Cristina por herança de clientelismo e corrupção na Argentina

Buenos Aires, 1 mar (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta terça-feira, durante a abertura das sessões ordinárias do Congresso, que ao suceder Cristina Kirchner no cargo, em 10 de dezembro, encontrou um Estado "infestado de clientelismo, de desperdício e de corrupção".

"A corrupção não deve não pode ficar impune. Devemos dar todas as ferramentas ao Poder Judiciário para que trabalhe de forma independente, mas com agilidade. Também fortaleceremos o escritório anticorrupção, que encontramos desmantelado", disse.

Macri, que tomou posse em 10 de dezembro, falou em seu primeiro discurso no Congresso, do país que Cristina (2007-2015) deixou, e expôs as propostas do bloco Mudemos, a sua chapa que venceu as eleições.

"Encontramos um Estado infestado de clientelismo, de desperdício e de corrupção, que se pôs ao serviço da militância política e destruiu o valor da carreira pública", ressaltou.

Macri explicou que o país ocupa a 107ª colocação entre os 168 países do ranking de transparência internacional, "muito abaixo" dos vizinhos Uruguai e Chile e também de Brasil, Cuba, México, Colômbia e Bolívia.

"A corrupção mata. Como mostrou Cromagnon (casa noturna na Argentina onde em 2004 um incêndio deixou quase 200 mortos, na maior tragédia não natural da história do país)", alfinetou o líder, que destacou que "em cada setor do governo" seu Executivo encontrou exemplos de falta de "transparência e ineficiência, e em muitos casos corrupção".

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