Cunhado do rei da Espanha diz que se consultava com o secretário das infantas

Palma de Mallorca (Espanha), 2 mar (EFE).- O cunhado do rei Felipe VI e marido da infanta Cristina, Iñaki Urdangarin, prestou depoimento nesta quarta-feira perante o tribunal que julga o caso de corrupção no qual está envolvido e disse "não dava um passo" sem consultar o secretário das infantas, Carlos García Revenga.

Urdangarin é acusado de tráfico de influência, desvio, prevaricação, fraude, falsidade, delitos contra Fazenda e lavagem de capitais e enfrenta entre 19,5 e 26,5 anos de prisão por sua gestão no Instituto Nóos, entidade não lucrativa à qual supostamente desviou vários milhões de euro de fundos públicos.

Com sua afirmação, o marido da infanta Cristina ressalta o respaldo da Casa Real à criação do Instituto Nóos e à inclusão da irmã do rei em sua junta direção.

Em seu segundo dia de depoimentos como acusado perante a Audiência de Palma de Mallorca (Mediterrâneo), Urdangarin afirmou que em 2003 decidiu constituir o Instituto Nóos para trabalhar em temas de patrocínio esportivo perante as críticas por seus negócios nesse âmbito e que fez isso com o respaldo de sua família.

Urdangarin afirmou que a infanta não tinha "nenhuma" função no Instituto Nóos, "simplesmente era membro da junta", como García Revenga.

Urdangarin manifestou que a criação desse organismo aconteceu com a participação de García Revenga, que era seu link constante com a Casa do Rei.

No entanto, descartou a intervenção do entorno da chefia do Estado nas declarações tributárias tanto de suas empresas como em sua própria declaração de impostos.

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