EUA afirmam que há relatórios de uso de armas químicas pelo regime sírio

Washington, 2 mar (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que está ciente de "relatórios" sobre o possível uso de armas químicas por parte do governo sírio desde o início do cessar-fogo no país no sábado passado, mas não confirmou sua veracidade nem identificou as fontes dessas acusações.

"Estamos cientes de relatórios nesse sentido, mas não podemos confirmá-los neste momento", disse o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Mark Toner, durante sua entrevista coletiva diária.

"Condenamos categoricamente qualquer uso de armas químicas", acrescentou Toner, que não quis identificar a fonte desses "relatórios".

Nesta terça-feira, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, falou também sobre o possível uso de armas químicas na Síria e no Iraque, mas o atribuiu ao Estado Islâmico (EI) e outros grupos terroristas que operam na região.

Toner assegurou que a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) "averiguará qualquer relatório" sobre o possível uso de armas químicas na Síria, segundo o estipulado na resolução emitida em agosto do ano passado pelo Conselho de Segurança da ONU.

Embora as Nações Unidas e a OPAQ considerem desmantelado o arsenal químico declarado pelo regime sírio após um ano de investigações, esporadicamente aparecem novas denúncias de ataques com gás cloro no país, e a equipe da ONU já analisa sete casos confirmados para identificar os responsáveis.

Por outra parte, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, se mostrou hoje "preocupado com os informes de que o regime sírio se envolveu em ataques com tanques e artilharia contra civis perto de lugares como Latakia, Homs e Hama e nos arredores de Damasco".

"Se esses tipos de ataques forem confirmados, seriam uma flagrante violação da cessação de hostilidades" estipulada entre o regime e a oposição da Síria, alertou Earnest durante sua entrevista coletiva diária.

"Vamos seguir avaliando estas denúncias de violações, nós as levamos muito a sério", acrescentou.

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