EUA dizem que sanções são mensagem "forte e clara" para Coreia do Norte

Genebra, 2 mar (EFE).- Os Estados Unidos consideraram que as novas sanções, aprovadas nesta quarta-feira, pelo Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte são uma mensagem "forte e clara" para o regime de Pyongyang, que terá que decidir se continua com seu programa nuclear ou se volta à comunidade de nações.

O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Antony Blinken, comentou as sanções após participar do Conselho de Direitos Humanos, que começou esta semana sua primeira sessão do ano em Genebra.

"A resolução - que reforça as sanções - contém uma mensagem forte e clara, que aguça a escolha que o regime tem, entre continuar com seu programa nuclear e de mísseis, ou retornar à comunidade de nações e favorecer seu próprio povo", disse.

As novas sanções são a resposta internacional pelo teste nuclear subterrâneo de 6 de janeiro e ao lançamento, um mês depois, de um satélite a bordo de um foguete, o que foi considerado um teste encoberto de mísseis.

"A Coreia do Norte está determinada a avançar com um programa nuclear proibido pela ONU. Por isso enfrenta agora uma das resoluções mais duras da história da organização", afirmou Blinken.

Comentando um discurso pronunciado ontem pelo ministro de Exteriores norte-coreano também no Conselho de Direitos Humanos, Blinken enfatizou que o regime de Pyongyang "inclusive se nega a considerar qualquer mudança e é um pária entre os párias".

O "número dois" do Departamento de Estado americano sustentou que o acordo nuclear alcançado ano passado com o Irã "poderia inspirar a Coreia do Norte" e fazer Kim Jong-un refletir sobre a conveniência de entabular um diálogo com o resto do mundo.

"Mas para isso o Irã tomou uma decisão fundamental, que foi congelar e em alguns aspectos retroceder em seu programa nuclear. Desta forma, criou o espaço para negociar um acordo integral, que foi o que fizemos", lembrou.

"Esta é a melhor demonstração de que Estados Unidos estão preparado para se comprometer com qualquer país que demonstre que é sério em seus compromissos", concluiu.

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