Farc expressam "plena disposição" para fechar cronograma e roteiro de paz

Havana, 2 mar (EFE).- A guerrilha das Farc expressou nesta quarta-feira sua "plena disposição" em aceitar "um cronograma e um roteiro" que permitam a assinatura do acordo de paz "o quanto antes", no reinício das negociações em Havana com o governo da Colômbia após a crise por conta dos incidentes em Conejo.

"Atuar em consequência constitui uma condição indiscutível para nos aproximarmos da assinatura do acordo final e dar início ao processo do fim do conflito", afirmou perante a imprensa o chefe negociador da insurgência, conhecido como Ivan Márquez, que retornou a Havana na quinta-feira passada após a polêmica gerada por sua presença em um ato público nessa aldeia colombiana escoltado por guerrilheiros armados.

Segundo o governo, a presença de Márquez e outros negociadores nesse ato de "proselitismo" com civis violou os protocolos que permitiam negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) visitar suas fileiras para missões de "pedagogia de paz", cujas condições foram revisadas após alguns dias de tensões.

"Nosso compromisso e decisão política é continuar avançando com todo nosso empenho rumo à assinatura de um acordo final, que dê início ao complexo processo do fim do conflito e à implementação de todo o pactuado", ressaltou o "número dois" da guerrilha, que não mencionou a data limite de 23 de março como prazo para assinar a paz que as partes acertaram em setembro.

Com relação a isso ele afirmou que a insurgência tem a "certeza" de que "neste 2016 os colombianos poderão ter um protocolo de paz que poderão gritar aos quatro ventos: terminou a guerra".

A guerrilha lembrou que ficam pela frente desafios, sobre os quais já se alcançaram "desenvolvimentos", como o cessar-fogo, abandono das armas, desmonte do paramilitarismo e a transição das Farc a um movimento político legalizado.

O chefe guerrilheiro também reivindicou que se defina bilateralmente o mecanismo de confirmação dos acordos de paz, já que rejeitam o plebiscito para a paz defendido pelo governo e que já foi aprovado pelo Congresso da Colômbia.

"A experiência na mesa demonstrou que quando se atua sem levar em conta à outra parte, a negociação cai em terrenos lamacentos que impedem avanços. Temos o compromisso de encontrar já, e de maneira conjunta, saídas aos assuntos que faltam discutir", ressaltou Márquez.

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