Obama aplaude resolução da ONUcom novas sanções a Coreia do Norte

Washington, 2 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aplaudiu a "firme" resolução aprovada nesta quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu novas sanções à Coreia do Norte, e acrescentou que é a "resposta apropriada" aos últimos testes nucleares e com mísseis feitos pelo país.

"Hoje a comunidade internacional, falando com uma só voz, enviou uma mensagem simples a Pyongyang: a Coreia do Norte deve abandonar estes perigosos programas e escolher um melhor caminho para seu povo", afirmou Obama em comunicado.

Os 15 membros do Conselho aprovaram por unanimidade uma resolução negociada durante semanas entre Estados Unidos e China, que representará um forte aumento da pressão internacional sobre o regime da Coreia do Norte.

Essa resolução impõe "fortes novas sanções destinadas a deter os esforços de Pyongyang para avançar em seus programas de armas de destruição em massa", detalhou Obama no comunicado divulgado pela Casa Branca.

De fato, as novas sanções incluem grandes limitações ao comércio com a Coreia do Norte e obrigarão o mundo todo a inspecionar cargas com origem e destino no país, em uma tentativa de garantir o cumprimento das restrições.

É a punição mais severa imposta pela ONU em 20 anos, afirmou hoje a embaixadora americano na organização, Samantha Power.

A Coreia do Norte realizou em 6 de janeiro seu quarto teste nuclear e em 7 de fevereiro enviou um satélite ao espaço, o que a comunidade internacional considerou um teste encoberto e ilegal de mísseis de longo alcance.

Segundo Obama, estas "recentes provocações da Coreia do Norte violaram flagrantemente múltiplas resoluções do Conselho de Segurança" da ONU.

Em 18 de fevereiro, Obama assinou uma lei bipartidária aprovada no Congresso americano quase por unanimidade, que estabeleceu novas sanções à Coreia do Norte pelo lançamento de um foguete espacial.

As sanções contempladas nessa lei incluem o bloqueio de ativos e a imposição de proibições de viagem que impliquem em transações financeiras que apóiem indústrias norte-coreanas como a nuclear ou armamentista, ou que repercutam de forma alguma em violações aos direitos humanos ou ataques cibernéticos.

A maioria das sanções são de aplicação obrigatória, especialmente as relacionadas com casos de lavagem de dinheiro, violações de direitos humanos e ataques cibernéticos.

Um dos autores dessa lei, o senador democrata Robert Menéndez, disse em comunicado que a resolução aprovada hoje na ONU é "um passo importante longe da retórica oca para alcançar o objetivo comum de uma península coreana desnuclearizada".

De acordo com Menéndez, "é o momento de levar a sério a ameaça apresentada pela Coreia do Norte, e mostra que não há substituto para a liderança dos Estados Unidos" nessa tarefa.

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