Parlamento venezuelano investigará funcionários apesar de sentença do Supremo

Caracas, 2 mar (EFE).- O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Henry Ramos Allup, declarou nesta quarta-feira que continuará a investigar trabalhadores civis e militares por suposta corrupção e tráfico de drogas, apesar da sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que prevê "limites democráticos" à tarefa de fiscalização do Legislativo.

"Vamos continuar a investigar diversos incidentes de corrupção, a ruína do aparelho produtivo e das empresas em que o Estado colocou a mão e se transformaram em negócio de funcionários e dirigentes do partido do governo", disse Ramos Allup em entrevista coletiva.

De acordo com o deputado, o objetivo desta "sentença do medo" emitida na terça-feira pelo TSJ é "eliminar" as capacidades da AN com base na Constituição para investigar qualquer trabalhador, seja civil ou militar.

"O TSJ cobriu com um manto de proteção alguns trabalhadores civis e militares, vamos seguir investigando nas comissões os casos de narcotráfico nos quais se viram acusados alguns membros das forças armadas", disse Ramos Allup.

Segundo o político, a decisão do Supremo busca "substituir seu dever constitucional de comparecimento perante a Assembleia" a funcionários civis e militares para prestar contas "porque temem ser questionados sobre assuntos que conhecem e que não querem revelar".

"Vamos investigar a horrível situação da dívida externa, que o governo não quer que se saiba em sua verdadeira magnitude, nem nos prazos de amortização nem nos juros que tem que pagar para conseguir alguns dólares, o que sempre mantém a ineficiência e a corrupção", disse.

Além disso, afirmou que o parlamento contuinuará a legislar e produzir leis para atacar a insegurança, para "resolver a crise humanitária", a escassez de remédios e de alimentos, até "o risco" que o TSJ siga declarando inconstitucional tudo o que for decidido pela câmara de maioria opositora.

Ramos Allup antecipou que amanhã, na sessão ordinária, será realizada uma discussão sobre esta decisão do Supremo.

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