Revogada prisão do executivo do Facebook detido ontem em São Paulo

(Atualiza com a libertação e com posicionamento do Facebook).

São Paulo, 2 mar (EFE).- O tribunal do estado de Sergipe revogou nesta quarta-feira a ordem de prisão preventiva ditada contra o vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Dzodan, detido ontem em São Paulo por descumprir repetidas vezes ordens judiciais, e liberado hoje à tarde.

O juiz Ruy Pinheiro aceitou o pedido de "habeas corpus" apresentado pela defesa, por isso Dzodan deve ser liberado ainda esta manhã, depois de passar a noite em um centro de detenção, para onde foi transferido depois de prestar depoimento na sede da Polícia Federal.

Dzodan foi detido na terça-feira, no cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Marcel Maia Montalvão, do estado de Sergipe.

O magistrado considerou que o executivo descumpriu as ordens judiciais que obrigavam a empresa a romper o sigilo de mensagens enviadas por supostos narcotraficantes através do aplicativo Whatsapp - de propriedade do Facebook - e que estavam sendo investigados.

No entanto, em sua decisão, o juiz Pinheiro concluiu que "não existem provas concretas que (Dzodan) tenha atuado com a predisposição de complicar ou impedir as investigações para favorecer a organização agora investigada".

Em comunicado enviado à Agência Efe, o Facebook afirmou que "deter uma pessoa que não tem qualquer relação com uma investigação em curso é uma medida arbitrária" e se mostrou "preocupado com os efeitos dessa decisão para as pessoas e para a inovação no Brasil".

Em outra nota, divulgada ontem, a companhia havia qualificado o episódio de "extremo" e "desproporcional".

"Estamos decepcionados com a medida extrema e desproporcional de escoltar um executivo do Facebook até a delegacia devido a um caso que envolve o Whatsapp, que opera de forma separada do Facebook", afirmou a companhia.

Em dezembro, uma juíza ordenou o bloqueio do aplicativo por 48 horas em todo Brasil por causa da recusa do Whatsapp de fornecer as informações solicitadas por uma uma investigação penal contra um usuário do serviço.

A decisão judicial gerou uma chuva de críticas e o próprio criador do Facebook e proprietário do Whatsapp, Mark Zuckerberg, afirmou então estar "estupefato".

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