Sete pessoas acusadas de bruxaria em Malawi são queimadas vivas

Lilongwe, 2 mar (EFE).- Sete pessoas foram queimadas vivas no Malawi por um grupo de aldeãos que as acusaram de bruxaria e de usar partes de corpo humano para realizar rituais, informaram nesta quarta-feira fontes policiais.

Os fatos ocorreram na terça-feira, quando membros da comunidade de Nsanje, no sul do país, perseguiram estas pessoas após terem descoberto que tinham em seu poder ossos humanos.

"Agora, a situação está calma e a polícia transferiu os corpos ao Hospital de Nsanje", contou hoje o agente Kirdy Kaunda ao jornal local "Daily Times".

O incidente ocorre apenas um mês depois que outros quatro homens de idade avançada foram queimados vivos após serem acusados de bruxaria em Neno, outro distrito no sul do país.

Nos últimos meses, os ataques contra albinos, aos quais são atribuídos poderes mágicos, aumentaram no Malawi e Tanzânia de forma alarmante, para usar partes de seu corpo em rituais de bruxaria.

Somente durante o ano passado, foram registrados 45 ataques em Malawi, entre eles assassinatos, tentativas de assassinato e sequestros, além da profanação de túmulos de albinos.

Em fevereiro, a Anistia Internacional pediu ao governo de Malawi que proteja os albinos, que investigue estes crimes e leve perante a justiça seus autores, sem recorrer à pena de morte.

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