Cunhado de rei da Espanha desvincula infanta de empresa acusada de fraude

Palma de Mallorca (Espanha), 3 mar (EFE).- O cunhado do rei Felipe VI, Iñaki Urdangarin, afirmou nesta quinta-feira que sua esposa, a infanta Cristina, não tinha nenhuma função na Aizoon, empresa em que são coproprietários e que ele teria utilizado para cometer fraude fiscal.

"Ela sabia vagamente que eu prestava serviços de consultoria", respondeu Urdangarin à pergunta da advogada do grupo Mãos Limpas, que exerce o papel de acusação particular no julgamento dele por um caso de corrupção, pelo qual pode ser condenado a 26 anos de prisão.

O marido da infanta é acusado de tráfico de influência, desvio, prevaricação, fraude, falsidade, crimes contra a Fazenda e lavagem de dinheiro por sua gestão no Instituto Nóos, entidade sem fins lucrativos de onde teria desviado milhões de euros de recursos públicos.

No mesmo caso, julgado na Audiência de Palma, nas Ilhas Baleares, a infanta Cristina é acusada de cooperar em dois crimes fiscais de seu marido através da Aizoon.

Esta empresa teria sido utilizada por Urdangarin para desviar os recursos ilícitos de seu patrimônio pessoal, o que suporia uma fraude à Fazenda Pública.

A razão pela que ela figura como coproprietária de Aizoon foi "um tema pessoal", explicou Urdangarin, que disse ter se tratado de uma questão "de confiança".

"Eu começava um trabalho e qual a melhor pessoa para estar a meu lado do que ela?", acrescentou o acusado, ao insistir que Cristina de Borbón "não exerceu" responsabilidades na Aizoon.

Ele ainda garantiu que sua esposa nunca teve em seu poder, nem empregou, nem conheceu, as senhas do cartão Visa emitido em nome dela pela Aizoon.

"Só eu podia usar, minha secretária e as pessoas que estavam ao meu redor", afirmou sobre o cartão de crédito.

O ex-contador da Aizoon, Marco Antonio Tejero, disse há duas semanas em seu depoimento que a empresa da infanta Cristina e de Iñaki Urdangarin pagou despesas particulares do casal e inclusive recibos apresentados por seus seguranças.

O cunhado do rei também admitiu ao tribunal que foi "um erro" a infanta assinar como arrendadora e como arrendatária no contrato de aluguel do imóvel de Barcelona que servia como sede social da empresa Aizoon.

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