Ex-assistente de Hillary recebe imunidade por colaborar em investigação

Washington, 2 mar (EFE).- O ex-assistente de Hillary Clinton quando esta era secretária de Estado, Bryan Pagliano, aceitou uma oferta de imunidade por parte das autoridades em troca de colaborar com a investigação aberta sobre o uso que a pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos fez de seu e-mail particular para assuntos oficiais.

Segundo a emissora "CNN", que nesta quarta-feira citou um alto funcionário do governo americano, o FBI (polícia federal) e o Departamento de Justiça ofereceram imunidade a Pagliano se ele se comprometesse a ser entrevistado pelos agentes que investigam o caso.

Pagliano ajudou Hillary a configurar seu servidor pessoal de e-mail, o que posteriormente foi utilizado para receber e enviar correspondências oficiais e com informação sensível, o que constitui a base da investigação.

O Departamento de Estado publicou na segunda-feira o último pacote de e-mails de Hillary Clinton durante sua etapa como titular de Relações Exteriores, encerrando um longo processo de escrutínio público sobre a pré-candidata democrata à Casa Branca.

Ao longo do processo eleitoral que está em curso nos EUA, Hillary vem tentando se libertar da controvérsia causada por sua decisão de usar uma conta particular de e-mail para assuntos de interesse nacional enquanto era secretária de Estado.

Mas a publicação mensal de centenas de páginas de seus e-mails por parte do Departamento de Estado, que responde à ordem do juiz federal Rudolph Contreras, impediu que a ex-primeira-dama deixasse totalmente para trás a polêmica.

O último pacote contém 3.800 páginas de e-mails e não incluiu nenhuma mensagem classificada como de "ultrassecreta".

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