Dinamarca enviará 400 soldados e caças para lutar contra EI no Iraque e Síria

Copenhague, 4 mar (EFE).- A Dinamarca enviará 400 soldados e alguns caças para lutar contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iraque e Síria, anunciou nesta sexta-feira o governo, que assegurou o respaldo da maioria parlamentar.

O parlamento dinamarquês votará em 19 de abril a proposta do governo liberal em minoria, que conta com o apoio de várias formações de ambos os lados do espectro político e que somam três quartos das cadeiras.

Em comunicado ao término de uma reunião da Comissão de Relações Exteriores do parlamento, o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, qualificou a decisão de "séria" e ressaltou a importância de lutar contra o EI de forma mais "decidida" e com "maior força".

O contingente, que será enviado por um prazo inicial de seis meses, inclui 400 soldados -pilotos, forças especiais e pessoal de apoio- e quatro F16, mais outros três de reserva e um avião de transporte.

A Dinamarca, que faz parte da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, justificou o envio de tropas à Síria sem permissão de suas autoridades argumentando que o direito internacional a autoriza, porque na sua opinião o país não pode se defendere uma ameaça contra a população civil.

O parlamento dinamarquês tinha aprovado em outubro de 2014 o envio de até 140 soldados e sete caças para lutar contra o EI, embora só no Iraque, com a autorização de Bagdá.

Mas o governo retirou em outubro os aviões apelando à necessidade de repará-los e de dar descanso ao pessoal, após serem revelados os protestos dos mecânicos, embora anunciou então que os caças voltariam ao Iraque neste ano.

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