Paris, Londres, Berlim e Bruxelas veem avanço real, mas insuficiente na Síria

Paris, 4 mar (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, afirmou nesta sexta-feira que foram constatados "progressos reais" na Síria após a declaração do cessar-fogo, mas ressaltou que ainda faltam duas condições que devem ser cumpridas para poder retomar as negociações de paz em Genebra.

O chefe da diplomacia francesa detalhou que deve ser garantido "o acesso de todos os sírios à ajuda humanitária, e o pleno respeito do cessar-fogo".

Ayrault se reuniu em Paris com seus colegas britânico e alemão, Philip Hammond e Frank-Walter Steinmeier, e com a alta representante de Política Externa da União Europeia (UE), Federica Mogherini.

O ministro francês destacou que todos concordam que a solução ao conflito sírio "só pode ser política", e que essa é a razão pela qual desejam que sejam retomadas as negociações, que disse que são questão de "vontade política".

Ayrault admitiu que o respeito da cessação das hostilidades é frágil e ainda ocorrem "ambiguidades e situações inaceitáveis", razão pela qual se deve melhorar a observação dessas violações.

Para o representante francês, se as duas condições mencionadas não forem cumpridas, "o processo está condenado ao fracasso".

Hammond, por sua vez, pediu que se trabalhe a partir do que já foi conquistado, porque, embora essa trégua "esteja longe de ser perfeita", a situação na Síria, em sua opinião, é "definitivamente melhor" que há uma semana.

Já o ministro das Relações Exteriores alemão destacou que o trabalho da comunidade internacional é consolidá-la e garantir que a ajuda humanitária chegue à população civil, algo sobre o que ainda "resta muito a fazer".

Por fim, Mogherini salientou que seu trabalho, mais que impor condições, é facilitar que estas possam ser cumpridas, enquanto Hammond ressaltou que o processo político que esperam botar em andamento facilitará o combate contra o Estado Islâmico (EI), porque com esse grupo jihadista a resposta deve ser militar e não há negociação possível.

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