Alemanha e Itália pedem reforma radical do sistema de asilo na Europa

Berlim, 5 mar (EFE).- Os ministros de Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, e da Itália, Angelino Alfano, propuseram, em uma carta à Comissão Europeia (CE) obtida pelo jornal alemão "Süddeutsche Zeitung", uma reforma radical do sistema de asilo europeu.

No documento, os dois ministros traçam o caminho para a criação de uma agência de asilo europeia e pedem uma reforma ambiciosa do acordo de Dublin, que atualmente define as competências dos países sobre os refugiados que chegam ao continente.

O primeiro passo, segundo a carta, seria melhorar a proteção das fronteiras exteriores da União Europeia (UE) para reduzir o número de refugiados que chegam ao continente. Isso implica na criação de um sistema de registro que inclua um exame de todos os imigrantes e refugiados do ponto de vista da segurança.

O atual sistema com centros de registros deve ser integrado em um mecanismo europeu para evitar que pessoas sejam cadastradas em vários países e peçam asilos neles separadamente. Além disso, os ministros querem que o retorno dos imigrantes que cheguem ilegalmente à Europa por razões econômicas também seja coordenado.

A carta propõe a criação de um contigente europeu de refugiados que deveria ser recolhido em seus países de origem e levados à Europa para ser distribuído entre os membros da UE. Essa proposta tem sido defendida há meses por De Maizière, que não conseguiu apoio nem mesmo dentro do governo da Alemanha.

O objetivo desse sistema é evitar mortes nas travessias feitas pelos refugiados no Mar Mediterrâneo.

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