China anuncia aumento de 7,6% no orçamento de defesa

Pequim, 5 mar (EFE).- O governo da China fixou em 7,6% o aumento anualizado no orçamento de defesa para 2016, a menor elevação dos gastos militares em seis anos, e assegurou que aprofundará a reforma das Forças Armadas para que estas sejam "mais revolucionárias, modernas e padronizadas".

Esse aumento consta no relatório de trabalho governamental que está sendo apresentado neste sábado pelo primeiro-ministro Li Keqiang na Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), e se situa dentro da margem (de entre 7% e 8%) que a porta-voz da ANP, Fu Ying, adiantou ontem.

No total, o relatório indica que o orçamento de defesa chegará aos 954 bilhões de iuanes (US$ 146 bilhões), o que consolida a China como o segundo país, depois dos Estados Unidos, com mais gastos militares.

O aumento do orçamento de defesa está relacionado com a meta de crescimento que o governo chinês fixou hoje no mesmo relatório, de entre 6,5 e 7% para 2016, contra os 7% de 2015, o que condiz com a desaceleração que a segunda maior economia do mundo vem sofrendo nos últimos anos.

Com a exceção de 2014 e 2011, nos últimos anos, o orçamento militar da China sempre aumentou menos que no ano anterior.

Em 2015 subiu 10,1% anualizado; em 2014, 12,2%; em 2013, 10,7%; em 2012, 11,6%; em 2011, 12,7%; e em 2010, 7,5%.

O governo chinês garante que também "aprofundará a reforma das Forças Armadas para que estas sejam mais revolucionárias, modernas e padronizadas".

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou em setembro do ano passado uma ampla reforma do exército, que, entre outras medidas, inclui o corte de 300 mil efetivos militares, o que alguns especialistas acreditam que gerou mal-estar no setor militar.

Em pleno aumento das tensões no Mar da China Meridional, cuja soberania é reivindicada por Pequim em praticamente sua totalidade, o relatório afirma que a China "trabalhará para assegurar que as capacidades das Forças Armadas melhorem constantemente e que são capazes de assegurar a soberania, a segurança e os interesses" do país.

"Ainda há deficiências nesse sentido", admite o relatório, enquanto o governo tenta modernizar um exército de corte soviético e ainda engessado após décadas de inatividade.

Além disso, o texto enfatiza que a "China manterá seu compromisso de salvaguardar a segurança nacional no próximo ano", e afirma que "será reforçada a preparação militar coordenada em todas as frentes e para todos os cenários".

"Trabalharemos meticulosamente para garantir que estaremos preparados para o combate e a defesa do controle aéreo, litorâneo e das fronteiras" da China.

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